
(Foto: Alexandre Justino)
A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto tem causado apreensão entre produtores, especialmente no Nordeste.
Pernambuco, quarto maior exportador da região para o mercado norte-americano, pode registrar uma perda anual estimada em R$ 1 bilhão, segundo José Farias, economista da Sudene.
Dados do Comex Stat revelam que, em 2024, o estado exportou ao país norte-americano principalmente açúcar (R$ 63,9 milhões), uva (R$ 30,8 milhões) e petróleo (R$ 18,6 milhões). No Vale do São Francisco, em especial em Petrolina, a fruticultura irrigada será fortemente impactada. Só em 2024, o município exportou quase US$ 90 milhões em manga e uva para os EUA.
Para o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, Jailson Lira, a medida é “unilateral” e prejudicial aos dois lados. Já João Ricardo Lima, da Embrapa Semiárido, alerta que o novo imposto compromete a viabilidade econômica das exportações. “Com a tarifa, os preços pagos não cobrem os custos de produção e logística”, afirmou.
A preocupação é nacional. A Abrafrutas destacou que as exportações de frutas brasileiras geraram US$ 148 milhões em 2024 e teme que a nova política tarifária interrompa essa relação. A entidade defende a manutenção de um modelo comercial equilibrado, que garante benefícios a produtores e consumidores de ambos os países.



