Laudo pericial descarta violência sexual em bebê morta no Ceará e polícia investiga homicídio culposo

Laudo pericial diz que bebê de 10 meses morreu asfixiada e que não houve estupro.

O laudo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) sobre a morte de uma bebê de 10 meses em Fortaleza apontou que não houve abuso sexual. Diante do resultado técnico, a Polícia Civil do Ceará alterou o foco das investigações e passou a tratar o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

A causa do óbito foi identificada como asfixia mecânica indireta. A conclusão corrobora a tese apresentada pela defesa de um dos suspeitos, que alegou que o homem deitou-se embriagado na cama e acabou esmagando a bebê acidentalmente.

“Foram realizados exames laboratoriais de alcoolemia e de drogas no sangue, que não constataram a presença dessas substâncias nas amostras coletadas na criança. Os exames realizados pela Pefoce também não constataram presença de sêmen e não indicaram presença de material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo dela. O exame sexológico apontou que não houve violência sexual”, informou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), em nota, nesta sexta (17/7).

A pasta explicou que as forças de segurança agiram inicialmente com base em um relatório preliminar de uma unidade hospitalar, que sugeria indícios de violência. Diante da nova evidência científica apresentada pela Pefoce, o caso foi reclassificado pelas autoridades policiais.

O caso ocorreu no bairro Dionísio Torres. A mãe da criança relatou que imaginou que a filha estivesse engasgada e chegou a acionar o socorro. Diante da urgência, ela mesma transportou a bebê até um hospital da região, onde a morte foi constatada. Dois homens haviam sido detidos em flagrante no início das investigações.

O inquérito policial segue em andamento para apurar a responsabilidade dos envolvidos sob a nova tipificação de homicídio culposo.

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