
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou que o plano de contingência para apoiar os setores impactados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos deve ser anunciado até a próxima terça-feira (12). A proposta já foi apresentada ao presidente Lula, que está finalizando a análise do material.
Segundo Alckmin, o plano buscará priorizar os segmentos mais expostos às exportações para os EUA, a fim de tornar as medidas de apoio mais eficazes. “Há setores em que a maior parte da produção é voltada ao mercado interno, mas outros dependem fortemente das exportações, especialmente para os Estados Unidos”, explicou.
O governo pretende aplicar uma espécie de régua para medir o grau de exposição dos produtos ao mercado norte-americano, o que permitirá diferenciar o apoio dentro de um mesmo setor. Como exemplo, o ministro citou o setor pesqueiro: enquanto a tilápia é majoritariamente consumida no Brasil, o atum tem grande parte da produção destinada à exportação.
O setor calçadista também está entre os mais prejudicados, especialmente por conta do couro, uma das principais matérias-primas da indústria, cuja exportação representa mais de 40% da produção. Alckmin discutiu o tema com representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).
O ministro também se reuniu com Gabriel Escobar, encarregado de negócios da embaixada dos EUA, em um encontro fora da agenda oficial. Ele classificou a conversa como “muito boa”, mas não revelou detalhes.
As novas tarifas, de 50%, foram anunciadas pelo governo dos EUA e devem afetar diversas cadeias produtivas brasileiras, o que motivou a elaboração urgente do plano emergencial.



