
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou o ano de 2025 com o maior volume de pagamentos em emendas parlamentares já registrado em um único exercício. Ao todo, foram desembolsados R$ 31,5 bilhões, considerando emendas impositivas e não obrigatórias.
Os dados, consolidados até 31 de dezembro de 2025, constam no Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), do Ministério do Planejamento e Orçamento.
Do total de R$ 48,5 bilhões autorizados ao longo do ano, cerca de R$ 47 bilhões foram empenhados, o que corresponde a aproximadamente 96% do valor previsto após ajustes no orçamento, inicialmente estimado em R$ 50 bilhões. Deste montante empenhado, 67% foram efetivamente pagos.
Entre os valores quitados, a maior parte corresponde a emendas impositivas, que têm execução obrigatória. As emendas individuais somaram R$ 19,9 bilhões pagos, enquanto as emendas de bancadas estaduais totalizaram R$ 6,3 bilhões. Já as emendas de comissão, que não são obrigatórias, responderam por R$ 5,3 bilhões em pagamentos e apresentaram o menor percentual de execução financeira no ano.
Os recursos empenhados, mas não pagos até o fim de 2025, serão classificados como “restos a pagar” e poderão ser quitados nos próximos exercícios. Esse saldo inclui R$ 5,9 bilhões em emendas individuais, R$ 5,3 bilhões de bancadas e R$ 4,3 bilhões de comissões.
Na comparação entre governos, os números mostram expansão do volume de emendas. Nos três primeiros anos do governo Jair Bolsonaro, foram autorizados R$ 83,7 bilhões. No mesmo período do atual mandato de Lula, o valor autorizado chegou a R$ 132 bilhões, com destaque para o crescimento das emendas de comissão após o fim do chamado “orçamento secreto”.
Na última semana de dezembro, o governo acelerou os pagamentos e liberou R$ 1,53 bilhão em emendas, movimento atribuído a um acordo entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Congresso Nacional.



