
Na saída da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, na manhã desta terça-feira (9), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falou à imprensa após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena na unidade.
Ele classificou o encontro como “emocional” e afirmou ter encontrado o pai “mais disposto”, embora, segundo ele, em “situação injusta”.
Flávio informou que a defesa deve protocolar ainda hoje um pedido de prisão domiciliar humanitária, alegando existir base técnica suficiente para que Bolsonaro seja transferido para casa. O senador disse esperar que haja, nas palavras dele, “bom senso e humanidade” na análise do pedido.
Na coletiva, o parlamentar relatou ter atualizado o ex-presidente sobre a repercussão de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, lançada na semana passada. Segundo Flávio, Bolsonaro “ficou muito feliz” com a primeira pesquisa após o anúncio, que indicaria empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e agradeceu manifestações de apoio, como a do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Flávio reforçou que a pré-candidatura é “irreversível” e afirmou que a frase sobre ter um “preço” para desistir da disputa foi mal-interpretada. De acordo com ele, o que quis dizer é que seu “preço” seria ver Bolsonaro “livre e nas urnas”, associando o tema à discussão sobre anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, que, segundo o senador, ainda preocupa o ex-presidente.
O parlamentar também comentou o jantar de articulação realizado em sua casa na segunda-feira (8), com dirigentes do PL, União Brasil e lideranças do PP. Flávio disse que pediu apoio formal das siglas e que os presidentes partidários vão avaliar os impactos nos estados antes de avançar. “A candidatura é para valer, não é balão de ensaio”, declarou.



