
Pescadores do Vale do São Francisco realizaram uma manifestação na Ponte Presidente Dutra, em Petrolina, para cobrar do Governo Federal a liberação do seguro-defeso, benefício destinado aos trabalhadores da pesca durante o período da piracema.
Em entrevista à Rádio Rural FM, o pescador Tadeu Reis da Costa, representante da Associação dos Pescadores da Ilha do Fogo, afirmou que, em 2025, os atrasos no pagamento se tornaram mais graves. Segundo ele, nenhuma das quatro parcelas previstas foi paga até o momento.
De acordo com Tadeu, o período de defeso dura quatro meses, quando os pescadores interrompem a atividade por determinação legal e para garantir a reprodução das espécies. Nesse intervalo, o seguro-defeso é a principal fonte de renda da categoria. Ele destacou que muitos trabalhadores vivem exclusivamente da pesca no Rio São Francisco e não possuem outra alternativa de sustento.
Ainda conforme o representante, o Ministério responsável informou que está realizando uma revisão cadastral para identificar possíveis irregularidades no recebimento do benefício. No entanto, ele questiona o momento em que a verificação está sendo feita, afirmando que a checagem deveria ocorrer antes do início do defeso.
O atraso no pagamento, segundo os pescadores, tem provocado dificuldades financeiras. Sem o benefício, muitos recorrem a empréstimos, compras a prazo e uso de cartão de crédito para arcar com despesas básicas, o que resulta em endividamento.
Após o ato na Ponte Presidente Duttra, não houve confirmação oficial sobre a data de liberação do seguro-defeso. A categoria não descarta novas mobilizações caso a situação permaneça sem solução.



