
Dos 12 cursos superiores de Medicina em funcionamento em Pernambuco, três receberam avaliação considerada insatisfatória na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), aplicado pelo Ministério da Educação (MEC).
O resultado, divulgado na última segunda-feira (19), indica que 25% das graduações do estado ficaram com nota 2, faixa que pode levar à adoção de sanções.
De acordo com os dados oficiais, as instituições pernambucanas com esse desempenho foram a Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), o Centro Universitário Maurício de Nassau, no Recife, e a Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes. Todas estão localizadas na Região Metropolitana do Recife. Os outros nove cursos alcançaram notas entre 3 e 5, consideradas satisfatórias pelo MEC.
O levantamento mostra que os cursos públicos tiveram melhor desempenho. As graduações oferecidas pela Universidade de Pernambuco (UPE), pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) obtiveram notas entre 4 e 5. No interior do estado, três dos quatro cursos públicos avaliados alcançaram a nota máxima.
No detalhamento das avaliações, receberam nota 5 os cursos da UPE em Serra Talhada e Garanhuns, além da Univasf. Com nota 4 ficaram a UPE Recife, a UFPE Recife e Caruaru e a Faculdade Pernambucana de Saúde. Já com nota 3 aparecem a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e a Faculdade de Medicina do Sertão.
Nenhum curso pernambucano foi avaliado com nota 1. Em âmbito nacional, o Enamed avaliou 351 cursos de Medicina em outubro de 2025. Desses, 99 receberam notas 1 ou 2 e poderão sofrer medidas como suspensão de vestibular, redução de vagas, bloqueio do Fies e restrições à expansão, conforme o nível de desempenho identificado pelo MEC.



