Dono da Ultrafarma passa por audiência de custódia em caso de corrupção fiscal em SP

O empresário Sidney Oliveira, proprietário da rede de farmácias Ultrafarma, deve participar nesta quarta-feira (13) de audiência de custódia na Justiça de São Paulo. Ele está preso temporariamente por cinco dias, prazo que pode ser prorrogado ou convertido em prisão preventiva.

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Oliveira é acusado de pagar propinas milionárias a auditores fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda para obter créditos tributários de forma irregular. A operação também prendeu Mário Otávio Gomes, diretor da rede Fast Shop, e dois auditores fiscais.

As investigações apontam o supervisor de fiscalização Artur Gomes da Silva Neto como líder do esquema. Ele teria recebido mais de R$ 1 bilhão em propina para acelerar e ampliar restituições de ICMS a empresas investigadas, como Allmix Distribuidora, Rede 28 Postos de Combustíveis, Calunga e Grupo Nós (rede Oxxo).

Para lavar o dinheiro, Artur utilizaria uma empresa de fachada em nome da mãe, uma professora aposentada de 76 anos, cujo patrimônio declarado teria saltado de R$ 400 mil para R$ 2 bilhões entre 2021 e 2023.

A Secretaria da Fazenda paulista afirmou que instaurou procedimento administrativo para investigar os servidores e revisará protocolos internos. Já a defesa de Sidney Oliveira disse que, em outro processo por fraude fiscal, foi firmado um acordo para pagamento de R$ 32 milhões, no qual o empresário reconheceu irregularidades tributárias.

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