
Um documentário inédito sobre Suzane von Richthofen, ainda sem data oficial de estreia, deve trazer novos elementos sobre um dos crimes mais emblemáticos da história recente do Brasil. A produção, com cerca de duas horas de duração, já foi exibida de forma restrita na Netflix.
No filme, Suzane revisita o assassinato dos pais, ocorrido em 2002, e apresenta sua própria versão dos fatos, abordando desde a infância até as consequências do crime ao longo dos anos.
A narrativa parte do ambiente familiar em que ela cresceu, descrito como marcado por distanciamento emocional e conflitos. Segundo o relato apresentado, a relação com os pais teria influenciado diretamente sua forma de enxergar a família, enquanto o vínculo com o irmão é apontado como um dos poucos espaços de proximidade afetiva.
O documentário também destaca que o crime não teria sido uma decisão imediata, mas sim algo construído ao longo do tempo. Suzane reconhece sua participação e admite ter tido papel central no plano, ao permitir a entrada dos executores na residência, embora afirme não ter participado diretamente da execução.
Outro ponto abordado pela produção é a vida após o caso. O filme mostra a rotina atual de Suzane, incluindo o casamento e a tentativa de reconstrução pessoal após deixar o regime fechado, trazendo um contraste entre o passado e a nova fase.
A expectativa é de que o documentário seja disponibilizado ao público em breve, o que deve reacender o debate sobre o caso que marcou o país.



