
Na reunião plenária desta segunda-feira (11), voltou ao centro das discussões a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para apurar supostas irregularidades em contratos de publicidade do Governo do Estado.
A deputada Dani Portela (PSOL), autora do requerimento que criou o colegiado, reforçou os argumentos que motivaram a abertura da CPI, além de relatar ter sido alvo de denúncias anônimas e ameaças nas redes sociais.
Dani Portela destacou diversas falhas no processo licitatório que resultou em um contrato anual de aproximadamente R$ 120 milhões firmado com a empresa E3 Comunicação Integrada Ltda e outras três agências, válido por cerca de dez anos.
A deputada também chamou atenção para uma possível ligação entre a E3 e Waldemiro Ferreira Teixeira, conhecido como “Dódi”, primo da governadora, mencionando que uma ex-gerente da empresa de Dódi, que trabalhou lá por 16 anos, tornou-se diretora da E3 em Pernambuco.
“É coincidência?”, questionou a parlamentar, enfatizando a importância do poder fiscalizador da Alepe. Ela ainda criticou a interpelação criminal que sofreu de Waldemiro, afirmando que seu trabalho de investigação foi baseado em fatos comprovados e que a iniciativa fere a autonomia do Legislativo.
O caso segue gerando polêmica, enquanto a CPI trabalha para esclarecer possíveis irregularidades nos contratos públicos de comunicação do governo estadual.



