
Os Correios registraram prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões até o terceiro trimestre de 2025. O resultado, ainda não divulgado ao público, foi aprovado pelo Conselho de Administração da estatal nesta sexta-feira (28).
Segundo comunicado interno, o período entre julho e setembro apresentou nova queda de receitas, aumento de despesas operacionais e maior pressão sobre obrigações judiciais e trabalhistas.
Até junho, a empresa já acumulava perdas de R$ 4,3 bilhões no semestre. Apenas no segundo trimestre, o déficit foi de R$ 2,6 bilhões, quase cinco vezes o registrado no mesmo período de 2024 (R$ 553,1 milhões). O fluxo de caixa segue crítico: cerca de R$ 750 milhões negativos por mês.
Estimativas internas projetam um cenário ainda mais delicado caso o plano de reestruturação não avance. Conforme revelado pelo O Globo, o prejuízo pode chegar a R$ 10 bilhões em 2025 e R$ 23 bilhões em 2026.
Para aliviar a situação financeira, a direção dos Correios espera concluir nos próximos dias a negociação de um empréstimo bilionário. A estatal tenta captar recursos com taxas próximas de 120% do CDI, patamar considerado teto em operações com garantia da União.
A expectativa é reunir ao menos R$ 10 bilhões no curto prazo, valor necessário para reequilibrar o caixa e viabilizar as primeiras etapas da reestruturação prevista para o próximo ano.



