
Deputados da oposição iniciaram, nesta terça-feira (5), a ocupação da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em resposta à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Com esparadrapos na boca, cerca de 15 parlamentares permaneceram sentados nas cadeiras principais do plenário, em protesto silencioso, interrompendo os trabalhos legislativos.
A ação tem como objetivo pressionar o Congresso Nacional a votar um conjunto de medidas batizado de “pacote da paz”. Entre os itens exigidos pelos manifestantes estão a anistia aos envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro de 2023, o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o fim do foro privilegiado por meio de uma proposta de emenda à Constituição.
“O movimento só vai terminar quando os presidentes da Câmara e do Senado propuserem uma saída para pacificar o país”, afirmou o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ).
Os deputados se mantiveram em silêncio durante boa parte da ocupação, retirando temporariamente os esparadrapos apenas para beber água ou falar ao telefone. A estratégia inclui também a paralisação de votações tanto na Câmara quanto no Senado, impedindo o funcionamento das sessões plenárias.
A manifestação ocorre em meio a um momento de tensão entre os Três Poderes e reflete o descontentamento da oposição com decisões do Judiciário. O protesto reforça a intenção dos parlamentares de vincular o avanço das propostas à retomada das atividades legislativas.



