Carga tributária brasileira atinge maior nível em mais de 20 anos, aponta Receita Federal

A carga tributária brasileira voltou a subir em 2024 e alcançou o maior patamar em mais de duas décadas, de acordo com dados da Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda. O aumento é explicado, segundo o governo, pela elevação de impostos federais e estaduais.

A carga tributária representa o total de impostos pagos em relação à riqueza gerada no país (PIB), somando tributos da União, estados e municípios.

Neste ano, a Receita Federal alterou a metodologia de cálculo e passou a excluir da conta as contribuições destinadas ao FGTS e ao Sistema S, embora reconheça que essas cobranças continuam sendo obrigatórias. A justificativa é alinhar o indicador a diretrizes internacionais, como as adotadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), facilitando a comparação com outros países.

Pela metodologia tradicional, utilizada durante décadas, a carga tributária de 2024 somou 34,1% do PIB, novo recorde, com avanço de dois pontos percentuais em relação a 2023 (32,1% do PIB).

Já pelo novo critério oficial, que desconsidera FGTS e Sistema S, a carga chegou a 32,2% do PIB, também o maior nível da série histórica, igualmente dois pontos percentuais acima do registrado em 2023 (30,2% do PIB).

A Receita Federal é o órgão responsável pelo cálculo oficial da carga tributária, realizado após a divulgação do PIB fechado e da consolidação dos dados de arrecadação de estados e municípios.

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