
O Banco Central (BC) instaurou um processo interno para apurar o crescimento acelerado e a posterior liquidação do Banco Master. A decisão foi tomada pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e a apuração está sob responsabilidade da corregedoria do próprio BC.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias que envolveram a trajetória recente do banco e avaliar possíveis falhas nos mecanismos de acompanhamento e fiscalização. O procedimento não tem prazo definido para conclusão e será conduzido com autonomia pela corregedoria.
No contexto da liquidação, o então diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, que ocupou o cargo entre 2019 e 2023, foi afastado por decisão de Galípolo cerca de uma semana após o encerramento das atividades do Banco Master. Posteriormente, o servidor solicitou sua saída definitiva da função.
Situação semelhante ocorreu com Belline Santana, chefe do departamento de Supervisão Bancária, que também deixou o cargo. De acordo com as informações divulgadas, não há acusações formais contra os servidores afastados.
O caso foi revelado inicialmente pelo jornal O Globo e confirmado pelo Estadão. Segundo o Banco Central, o objetivo da apuração é compreender de forma detalhada o que ocorreu no processo que levou à liquidação do Banco Master e, a partir disso, avaliar medidas para o fortalecimento da governança interna e dos procedimentos de fiscalização do sistema financeiro.
A abertura do processo não altera, até o momento, decisões já tomadas sobre a instituição financeira liquidada, concentrando-se na análise administrativa e institucional dentro do Banco Central.



