
Com a elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, em vigor desde 1º de janeiro, a expectativa é de que os consumidores pernambucanos passem a sentir os efeitos nos preços praticados nos postos ao longo da próxima semana.
O reajuste foi autorizado pelo Conselho de Secretarias de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Confaz) e prevê acréscimo de R$ 0,10 na gasolina e R$ 0,05 no diesel.
De acordo com o presidente do Sindicombustíveis Pernambuco, Alfredo Pinheiro Ramos, o aumento já começa a ser registrado nas notas fiscais das distribuidoras. Segundo ele, o reflexo nas bombas tende a ocorrer à medida que os postos precisarem recompor estoques e recalcular seus custos operacionais.
Ramos explicou que o repasse ao consumidor não acontece de forma automática nem em valor fixo. Conforme detalhou, o imposto incide inicialmente sobre as distribuidoras e, caso o custo não seja repassado, o capital de giro dos postos pode ser comprometido. Ainda assim, não há previsão oficial sobre o percentual exato que será aplicado ao preço final.
Segundo o sindicato, apesar de o ICMS ter o mesmo percentual para todos, cada estabelecimento define sua política de preços com base na própria estrutura de custos. Além do imposto, entram no cálculo despesas como taxas de cartão, tributos adicionais e perdas operacionais, o que pode ampliar o impacto além dos centavos inicialmente anunciados.
O presidente do Sindicombustíveis também afirmou que, quando há reajustes generalizados nas distribuidoras, os preços tendem a se ajustar de forma semelhante no mercado, por necessidade operacional. No entanto, ressaltou que muitos empresários optam por não repassar integralmente os aumentos para manter a competitividade, já que a concorrência local influencia diretamente os valores praticados.
Etanol
Além da gasolina e do diesel, o etanol também tem registrado elevação de preços, especialmente no Nordeste. Segundo Ramos, o aumento ocorre em meio ao fim da safra na região e já vinha sendo percebido nas últimas semanas, mesmo antes do anúncio oficial do reajuste do ICMS.



