
Raquel Lyra teria defendido, em reunião de bastidores em Brasília, o nome de Miguel Coelho para uma das vagas ao Senado
Informações de bastidores apontam que a governadora Raquel Lyra teria viajado a Brasília nesta segunda-feira (6), logo após o encerramento do período de inaugurações, para tentar avançar na definição da chapa majoritária com a qual pretende disputar a reeleição em Pernambuco.
Segundo essas informações, a reunião teria contado com a participação de Ciro Nogueira, Antônio Rueda e Gilberto Kassab. No encontro, Raquel Lyra teria defendido o nome do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho para uma das vagas ao Senado.
Ciro Nogueira teria manifestado resistência à indicação de Miguel, mantendo a defesa do deputado federal Eduardo da Fonte para a disputa ao Senado. Diante do impasse, uma definição teria sido adiada para um novo momento.
A disputa entre Miguel Coelho e Eduardo da Fonte já vinha provocando tensão dentro da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. A Executiva estadual aprovou, por cinco votos e duas abstenções, o nome de Eduardo da Fonte para o Senado. O grupo de Miguel, porém, contestou a validade política do encaminhamento e sustentou que a decisão final deveria passar pela instância nacional da federação.
Nos bastidores, a posição atribuída a Antônio Rueda é de que o desfecho caberia à maioria da Executiva Nacional. Miguel Coelho, por sua vez, não teria aceitado o resultado da reunião estadual e continua mantendo seu nome colocado para o Senado. A disputa interna já vinha sendo marcada por divergências sobre o critério de escolha do candidato da federação.
A indefinição passou a pressionar o calendário político da governadora. Com a convenção prevista para 2 de agosto, Raquel Lyra precisa avançar na montagem da chapa com a qual disputará a reeleição. O principal nó continua sendo justamente a escolha entre Miguel Coelho e Eduardo da Fonte para uma das vagas ao Senado.
Caso as informações de bastidores se confirmem, a ida da governadora a Brasília mostraria uma tentativa direta de construir uma solução favorável a Miguel Coelho. A resistência atribuída a Ciro Nogueira, porém, indicaria que o impasse permanece aberto e que a decisão deverá depender de novas conversas entre as direções nacionais dos partidos envolvidos.



