
Incidente ocorreu durante a saída de evento sobre combate à violência contra a mulher; caso foi considerado superado pelo PT e pela parlamentar
A deputada estadual Divaneide Basílio (PT-RN) afirmou ter sido agredida por um agente da Polícia Federal que integrava a equipe de segurança da primeira-dama Janja da Silva durante o encerramento do “Ato das Mulheres”, realizado na última quinta-feira (25), na Arena das Dunas, em Natal (RN). O episódio foi confirmado pelos diretórios estadual e municipal do Partido dos Trabalhadores e repercutiu nacionalmente.
Segundo nota divulgada pelo PT do Rio Grande do Norte, a ocorrência aconteceu no momento da saída do evento, quando houve grande aglomeração de pessoas. A parlamentar, que estava identificada e acompanhada de uma criança, foi atingida após uma porta ser fechada bruscamente em meio ao empurra-empurra promovido pela movimentação da comitiva. De acordo com o partido, a deputada não sofreu ferimentos graves.
O diretório estadual informou que a situação foi esclarecida entre os envolvidos e considerada superada. Ainda conforme a nota, a primeira-dama Janja da Silva manifestou solidariedade à deputada logo após tomar conhecimento do ocorrido, enquanto a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, prestou apoio e acompanhou pessoalmente a situação.
O diretório do PT em Natal informou ainda que, após o episódio, a primeira-dama determinou o afastamento do agente da Polícia Federal das atividades seguintes, além de reforçar os protocolos de organização e segurança em eventos públicos para evitar novas ocorrências.
O caso ganhou repercussão por ter ocorrido justamente durante um evento voltado ao enfrentamento da violência contra a mulher, gerando críticas e manifestações de solidariedade à parlamentar.
Em nota, o Setorial de Direitos Humanos do PT afirmou que é inadmissível que uma representante eleita seja tratada com truculência em um ambiente criado para fortalecer a participação política das mulheres e defender a democracia. O documento ressalta que a segurança deve existir para proteger os participantes, e não para causar constrangimentos, intimidação ou abuso de poder.
Apesar da repercussão, tanto a deputada quanto o partido afirmaram que o episódio foi resolvido e que a prioridade agora é o fortalecimento dos protocolos de segurança em futuras atividades institucionais.



