
Equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes entre os escombros enquanto cresce o número de vítimas da maior tragédia sísmica do país em mais de um século.
Subiu para 589 o número de mortos em decorrência dos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24). De acordo com o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, 2.980 pessoas ficaram feridas, enquanto centenas de equipes continuam mobilizadas nas operações de resgate em diversas cidades atingidas pela tragédia.
Os abalos sísmicos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e provocaram o desabamento de prédios, casas e outras estruturas, principalmente no estado de La Guaira e em áreas próximas à capital, Caracas. O desastre é considerado o mais devastador registrado na Venezuela em mais de cem anos.
As equipes de emergência seguem trabalhando de forma ininterrupta na retirada de vítimas dos escombros. Hospitais permanecem sobrecarregados e milhares de pessoas continuam desalojadas após perderem suas residências.
O governo venezuelano mantém o estado de emergência nas áreas afetadas e informou que concentra todos os esforços no resgate de sobreviventes, atendimento aos feridos e assistência às famílias atingidas. Diversos países, entre eles o Brasil, anunciaram apoio humanitário e envio de equipes especializadas para auxiliar nas operações de socorro.
Especialistas alertam que ainda existe risco de novas réplicas, o que dificulta o trabalho das equipes de salvamento e aumenta a preocupação com moradores que permanecem em áreas consideradas de risco.
Enquanto as buscas continuam, cresce também o temor de que o número de vítimas fatais aumente nas próximas horas, já que ainda há desaparecidos e pessoas soterradas em diferentes localidades do país.



