
Presidente dos EUA ameaçou novas ofensivas no mesmo dia em que seu vice, JD Vance, participou de negociações com o Irã previstas no acordo de paz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste domingo (21) voltar a atacar o Irã caso Teerã não impeça novos ataques do Hezbollah a Israel.
“O Irã deve impedir imediatamente que seus PROXIES bem pagos no Líbano causem problemas”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social. “Se não o fizerem, atacaremos o Irã com muita força novamente, assim como fizemos na semana passada, só que com mais força!!!”.
Segundo a Reuters, o chefe do Hezbollah disse, também neste domingo, que Israel não ficará no Líbano e que o grupo “responderá qualquer violação”.
Embora tenha sido criado e atue em território libanês, o grupo terrorista Hezbollah é financiado pelo Irã e faz ataques constantes contra Israel, vizinha do Líbano. O Hezbollah é o alvo dos ataques israelenses ao Líbano.
Trump fez a ameaça no mesmo dia em que Estados Unidos e Irã realizam as primeiras conversas após assinarem o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio.
Não foi só Donald Trump que fez ameaças. O porta-voz da diplomacia iraniana alertou os Estados Unidos que o acordo estará “em risco” se suas cláusulas não forem aplicadas, referindo-se à situação no Líbano, onde Israel e o Hezbollah se enfrentam.
No sábado (20), o comando militar central do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz em resposta a ataques de Israel no sul do Líbano, por considerá-los uma violação do seu acordo com os Estados Unidos.
Uma autoridade do Exército de Israel informou, também no sábado, que as forças armadas receberam da cúpula política do país uma ordem para interromper os combates no sul do Líbano, onde suas tropas enfrentam o movimento pró-Irã Hezbollah, apesar de um cessar-fogo em vigor.
“As FDI receberam diretrizes atualizadas dos níveis políticos para interromper o fogo”, disse o funcionário, o qual explicou que as tropas “não estão realizando ataques proativos”, e sim atuam “de forma defensiva dentro da zona de segurança” no sul do Líbano.



