
As aulas de defesa pessoal ocorreram em 2022, em Fortaleza. Jéssica Soares e o professor também simularam uma tentativa de sequestro.
Jéssica Soares, nutricionista cearense que reagiu com um mata-leão a uma tentativa de estupro no apartamento onde morava na cidade de Barueri, Grande São Paulo, teve duas aulas de defesa pessoal em 2022, em Fortaleza. Em uma delas, o professor simulou uma tentativa de estupro; em outra, uma tentativa de sequestro.
A vítima contou que recebeu o vídeo da aula e que utilizou a mesma técnica que aprendeu naquele dia para se livrar de Wellington de Oliveira Santos, que invadiu o apartamento onde ela reside e tentou violentá-la. Neste sábado (6), ela retornou a Fortaleza e reencontrou a família.
A nutricionista reagiu à tentativa de abuso e lutou por cerca de 13 minutos com o criminoso. Ela usou técnicas de artes marciais aprendidas em aulas de diferentes modalidades, como muay thai, boxe, jiu-jítsu e defesa pessoal.
“Eu passei uns três meses fazendo jiu-jitsu. E, por incrível que pareça, eu fiz duas aulas de defesa pessoal, que eles simulam um estupro e um sequestro. E esse meu professor me mandou os vídeos dessa aula, me deu até gatilho”, disse Jéssica.
A vítima contou que reagiu desde o primeiro momento e que utilizou técnicas de artes marciais aprendidas em aulas de diferentes modalidades. Ela detalhou que precisou fazer elevação pélvica para jogar o criminoso para fora da cama e tentar pegar o celular.
“Nós sabemos que estamos vulneráveis nesse mundo louco de homens doentes (…) Então, eu me encantei por isso [artes marciais], pra me defender mesmo. Quando eu entrei, vi que além de me defender, era uma atividade física que ia muito de encontro com a minha vida na nutrição. Meu trabalho é fazer isso, eu tenho que estar bem”, comentou a nutricionista.
Preso
Wellington de Oliveira Santos foi preso em flagrante por tentativa de estupro contra Jéssica Soares. Durante a audiência de custódia, o acusado implorou ao juiz ao menos quatro vezes para não permanecer preso. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
O pedido de Wellington, que já tem uma condenação por estupro cometido em 2015, não foi atendido. Em 2017, ele foi sentenciado a 11 anos e 4 meses de prisão. Ele também responde por um caso de violência doméstica de 2025.
O acusado de 36 anos alegou estar embriagado, disse que cuida do pai de 74 anos e do filho de 11 anos e pediu um “voto de confiança” à Justiça. O magistrado afirmou que a prisão era necessária “especialmente para a preservação da vítima”.
G1



