
União quer atingir líderes e fontes de financiamento das organizações criminosas
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, apresentou nesta semana o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma nova estratégia do Governo Federal para enfrentar facções criminosas em todo o país.
A iniciativa articula investimentos em tecnologia, inteligência e integração entre União, estados e municípios, com o objetivo de atingir não apenas os executores dos crimes, mas também os líderes e a estrutura financeira das organizações criminosas.
Quatro eixos principais
O programa está estruturado em quatro eixos estratégicos:
- Cortar o financiamento das organizações criminosas;
- Combater o mercado ilegal de armas;
- Aumentar a taxa de esclarecimento de homicídios;
- Interromper a comunicação entre lideranças criminosas nos presídios.
Asfixia financeira das facções
No eixo econômico, o Ministério da Justiça vai criar a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Nacional, além de reforçar as unidades já existentes nos estados.
Também haverá expansão do Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (CIFRA), uso de novas ferramentas tecnológicas e ampliação da alienação antecipada de bens apreendidos, com leilões centralizados pelo ministério.
Mais tecnologia para investigar homicídios
Para aumentar a capacidade de resolução de homicídios, o governo prevê:
- 54 kits para Institutos Médicos Legais (IMLs);
- Freezers científicos e viaturas refrigeradas;
- 27 kits de comparação balística integrados ao Sistema Nacional de Análise Balística (SINAB);
- 45 kits de DNA;
- Equipamentos de identificação genética;
- Kits de coleta de material biológico;
- Estruturas para reforçar a cadeia de custódia.
Segurança máxima nos presídios
No sistema prisional, o programa prevê implantação de padrão de segurança máxima em 138 unidades estratégicas nos 26 estados e no Distrito Federal.
Serão adquiridos drones, scanners corporais, bloqueadores de celular, georradares, equipamentos de raio-X, sistemas de áudio e vídeo e veículos especializados.
Também será criado o Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP), para integrar informações e coordenar ações contra facções.
Combate ao tráfico de armas
O plano inclui a criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (RENARM) e o fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (SINARM).
Entre os investimentos previstos estão:
- 27 rastreadores veiculares;
- Câmeras e softwares de monitoramento;
- Viaturas 4×4 blindadas e semiblindadas;
- Equipamentos optrônicos táticos;
- Ampliação da frota de embarcações e aeronaves.
Objetivo
Segundo o Ministério da Justiça, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado busca desarticular as facções ao atacar sua estrutura financeira, logística e operacional, promovendo ações coordenadas em todo o território nacional.



