CCJ do Senado aprova nome de Jorge Messias para o STF após sabatina; Votação segue para plenário

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (29), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão ocorreu após uma sabatina que durou cerca de oito horas.

O placar final foi de 16 votos favoráveis e 11 contrários. Para avançar ao plenário, o indicado precisava de pelo menos 14 votos no colegiado — número que foi superado.

Com a aprovação na comissão, o nome segue agora para votação no plenário do Senado, onde são necessários ao menos 41 votos entre os 81 senadores para a confirmação. A votação é secreta, assim como ocorreu na CCJ, e a expectativa é de que a análise final aconteça ainda nesta quarta-feira.

Sabatina abordou temas sensíveis

Durante a oitiva, Jorge Messias apresentou sua trajetória profissional e respondeu a questionamentos sobre temas centrais do debate jurídico e político no país.

Entre os assuntos levantados pelos senadores estiveram:

  • anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro
  • relação entre os Poderes
  • inquérito das fake news
  • marco temporal para demarcação de terras indígenas

O indicado também declarou posicionamentos pessoais, afirmando ser evangélico e contrário ao aborto, tema que frequentemente chega ao STF.

Defesa de equilíbrio e limites do STF

Durante a sabatina, Messias defendeu uma atuação equilibrada do Supremo, com respeito à separação entre os Poderes. Segundo ele, o Judiciário deve exercer um papel “residual e complementar”, evitando protagonismo excessivo.

“O Supremo Tribunal Federal não deve ser o Procon da política”, afirmou o indicado, ao criticar a judicialização de disputas políticas.

Indicação de Lula e vaga no Supremo

Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga aberta no STF após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

Caso seja aprovado pelo plenário do Senado, ele assumirá uma cadeira na mais alta Corte do país, responsável por julgar temas constitucionais e de grande impacto nacional.

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