
A Justiça italiana, por meio do Tribunal de Roma, decidiu nesta quinta-feira (26) autorizar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) para o Brasil. Com a decisão, a expectativa é de que ela retorne ao país para cumprimento de pena.
Pela legislação italiana, a palavra final cabe ao ministro da Justiça, Carlo Nordio, que poderá confirmar ou rejeitar a decisão judicial. Caso não haja manifestação dentro do prazo legal, há possibilidade de liberação da ex-parlamentar.
O prazo inicial para a entrega é de 15 dias a partir da comunicação oficial entre os governos, podendo ser prorrogado por mais 20 dias. Esse período pode ser suspenso em situações específicas, como eventuais decisões judiciais que interrompam a eficácia da autorização.
A defesa ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal de Cassação de Roma. Se a autorização for mantida, Carla Zambelli deverá ser transferida ao Brasil, onde a previsão é de cumprimento da pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal.
Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho, país onde possui cidadania. Ela deixou o Brasil após condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023.
Além disso, a ex-deputada também foi condenada pelo STF por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, em episódio ocorrido em São Paulo, na véspera das eleições de 2022, o que resultou na perda do mandato parlamentar.
O pedido de extradição foi apresentado pelo governo brasileiro após determinação do Supremo, e teve sua análise concluída pela Justiça italiana após avaliação de documentos.



