Bastidores indicam possível entrada de aliados de Miguel Coelho no governo Raquel Lyra

O governo da governadora Raquel Lyra vive dias de forte movimentação nos bastidores políticos, após a exoneração de nomes ligados ao grupo do deputado federal Eduardo da Fonte, em um movimento que já provoca especulações sobre uma possível reconfiguração da base aliada no Estado.

As mudanças atingiram cargos estratégicos da administração estadual, incluindo funções ocupadas por indicados do Progressistas (PP). Entre os nomes que deixaram o governo estão Plínio Pimentel, que presidia o Lafepe, Bruno Rodrigues, à frente da Ceasa, e Paulo Nery, ligado ao Porto do Recife, além de outros cargos em áreas importantes da estrutura estadual.

Nos bastidores, a leitura predominante é de que a decisão representa uma reação direta ao distanciamento político entre o governo e o grupo de Eduardo da Fonte, abrindo espaço para uma reorganização interna e para a entrada de novos aliados no núcleo da gestão.

É nesse cenário que ganham força as especulações envolvendo o grupo do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que vem sendo citado como possível beneficiado na redistribuição dos cargos. Aliados do ex-prefeito de Petrolina, que também é apontado como pré-candidato ao Senado, estariam no radar para ocupar algumas das vagas deixadas após as exonerações.

Apesar das conversas intensas nos bastidores, não há, até o momento, confirmação oficial sobre nomes ligados diretamente ao grupo de Miguel Coelho sendo nomeados. Ainda assim, a possibilidade é tratada como real por interlocutores políticos, especialmente diante da necessidade do governo de ampliar sua base e fortalecer alianças com vistas às eleições de 2026.

Outro ponto que alimenta o ambiente de expectativa é a circulação de informações sobre um possível evento nesta quinta-feira (25), que poderia marcar a posse de novos integrantes no governo estadual. No entanto, até agora, não houve confirmação oficial por parte do Palácio do Campo das Princesas, e nenhuma lista formal de nomeações foi divulgada.

A avaliação no meio político é de que o movimento iniciado com as exonerações vai além de uma simples troca administrativa e faz parte de uma estratégia maior de recomposição da base governista. A tendência é que os espaços vagos sejam utilizados como instrumento de articulação política, abrindo caminho para novos aliados e redefinindo o equilíbrio de forças dentro do governo.

Nos próximos dias, a expectativa é de que novas decisões sejam anunciadas, o que deve deixar mais claro se, de fato, o grupo de Miguel Coelho ganhará protagonismo na gestão estadual. Até lá, o cenário segue marcado por intensas articulações, incertezas e forte expectativa nos bastidores da política pernambucana.

Deixe um comentário