Pernambuco lidera mortes de mulheres por violência em 2025 entre estados analisados, aponta estudo

Um levantamento da Rede de Observatórios da Segurança aponta que Pernambuco registrou o maior número de mortes de mulheres decorrentes de violência em 2025 entre os nove estados analisados pela entidade.

De acordo com o boletim “Elas Vivem: a urgência da vida”, divulgado nesta sexta-feira (6), 186 mulheres foram vítimas de feminicídio, homicídio ou transfeminicídio no estado no último ano. O número representa 51,3% dos casos violentos registrados.

No total, foram contabilizados 364 episódios de violência contra mulheres em 2025, o que indica aumento de 16,7% em relação a 2024, quando foram registrados 312 casos.

Além de Pernambuco, o estudo reúne dados dos estados do Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

Segundo o levantamento, entre as mortes registradas no estado em 2025 houve 95 homicídios, 91 feminicídios e seis transfeminicídios. Também foram identificados 97 casos de tentativa de feminicídio ou agressões físicas.

O relatório aponta ainda 22 registros de violência sexual ou estupro e 37 ocorrências classificadas como tentativa de homicídio contra mulheres. O estudo indica que 33,7% dos agressores eram cônjuges ou ex-cônjuges das vítimas. Em outros 1,9% dos casos, os responsáveis eram namorados ou ex-namorados.

Entre os meios utilizados nos crimes, armas de fogo apareceram em 38,7% das ocorrências. Objetos cortantes foram utilizados em 18% dos casos e espancamento em 17,5%.

A cidade de Recife apresentou o maior número de registros de violência contra mulheres em 2025, com 59 casos. Em seguida aparecem Garanhuns (21 casos), Petrolina (19), Jaboatão dos Guararapes (16) e Águas Belas (12). Recife também liderou o número de feminicídios, com 16 registros no período analisado.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os casos de feminicídio em Pernambuco cresceram 14% em 2025 em comparação com o ano anterior. O percentual é superior à média nacional, que foi de 4,7%.

Procurada para comentar os dados, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco não se pronunciou até a última atualização da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

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