
Novos dados sobre as despesas do governo federal com o chamado Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), popularmente conhecido como cartão corporativo, mostram que os gastos autorizados pela Presidência da República aumentaram nos últimos anos e têm gerado debate no cenário político.
Segundo levantamento com base em informações oficiais e reportagens especializadas, os gastos totais do governo Lula com o cartão corporativo já superam a casa de R$ 1,4 bilhão desde o início do atual mandato até o final de 2025. Só em 2025, o total das despesas por meio desse cartão ultrapassou R$ 423 milhões.
Esses valores incluem despesas com fornecedores diversos — como empresas de meios de pagamento, lojas de materiais de construção e até serviços ligados à alimentação — mas grande parte das informações ainda é sigilosa, o que impede saber exatamente em que foi gasto cada centavo.
Comparativo com Bolsonaro
No governo anterior, de Jair Bolsonaro, os gastos com cartão corporativo também estiveram presentes, mas em valores bem menores.
Dados históricos apontam que, entre 2019 e 2022, o total de despesas do Executivo com o cartão corporativo ficou em cerca de R$ 27,6 milhões — valor que, mesmo corrigido pela inflação, foi substancialmente inferior ao observado nos primeiros anos do governo Lula.
Outra análise registrada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que entre janeiro de 2023 e abril de 2025, a Presidência da República gastou mais de R$ 55 milhões com cartões corporativos — valor que já superou os gastos totais do cartão durante todo o mandato de Bolsonaro.
Principais tipos de despesa
O governo federal afirma que os cartões corporativos são utilizados para despesas de rotina necessárias à administração pública, tais como:
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pagamentos em viagens oficiais e deslocamentos da comitiva presidencial;
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apoio logístico em aeroportos;
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aquisição de materiais e serviços relacionados às atividades do governo;
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manutenção de residências oficiais e despesas operacionais.
Apesar disso, críticos apontam que a falta de transparência dificulta o controle social dos recursos, especialmente porque mais de 99% das despesas permanecem classificadas como sigilosas, sem detalhamento público das notas fiscais ou dos fornecedores.
O que os números revelam
A comparação dos dois governos mostra uma evolução significativa nos gastos com cartões corporativos:
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Governo Bolsonaro (2019–2022): cerca de R$ 27,6 milhões no cartão corporativo da Presidência.
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Governo Lula (2023–2025): mais de R$ 1,4 bilhão em despesas no cartão corporativo, considerando os três primeiros anos do mandato.
Especialistas lembram que o cartão corporativo é uma ferramenta legítima para a gestão pública, mas que a falta de detalhamento dos gastos abre espaço para questionamentos e exige maior transparência sobre cada despesa.



