Gilson Machado: Senado só entra no radar se houver chance real de vitória “Não vou jogar meu capital político fora”

O ex-ministro do Turismo e pré-candidato em Pernambuco, Gilson Machado Neto, concedeu entrevista ao programa Espaço Aberto, da Rural FM, na manhã desta quinta-feira (19) e falou sobre seu futuro político, a relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, a saída do PL e a polêmica envolvendo o Carnaval do Rio de Janeiro.

Senado ou Câmara Federal?

Respondendo a questionamentos dos radialista: Waldiney Passos e Adriano Jaques, Gilson afirmou que ainda avalia se disputará uma vaga ao Senado ou à Câmara Federal em 2026. Segundo ele, a decisão será estratégica.

“Se eu perceber que não tenho chance real ao Senado, não vou jogar meu capital político fora. Posso disputar deputado federal, onde tenho uma eleição competitiva. Mas, por enquanto, a definição ainda está em aberto”, declarou.

O ex-ministro também comentou o cenário da direita em Pernambuco e destacou que o Estado, historicamente, não elege senador alinhado à direita há décadas, o que considera um desafio político.

Saída do PL e relação com Bolsonaro

Questionado sobre a saída do Partido Liberal (PL), cujo presidente estadual é Anderson Ferreira, Gilson afirmou que sua decisão foi estratégica e negou rompimento com Bolsonaro.

Ele reforçou que continua aliado do ex-presidente e que a mudança partidária ocorreu por discordâncias locais e composição política no Estado.

“Minha posição sempre foi de lealdade ao presidente Bolsonaro”, pontuou.

Polêmica no Carnaval do Rio

Durante a entrevista, Gilson também comentou a apresentação da escola Acadêmicos de Niterói, que desfilou com samba-enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio de Janeiro.

A escola acabou rebaixada após a apuração. O ex-ministro criticou o que chamou de “narrativas políticas” e levantou questionamentos sobre possível uso político do evento, embora sem apresentar denúncia formal.

Ação do PT e adesivos com nome de Flávio Bolsonaro

Gilson também comentou a informação de que o Partido dos Trabalhadores avalia medidas judiciais após a divulgação de adesivos relacionados ao nome do senador Flávio Bolsonaro.

Segundo ele, a iniciativa não utilizou recursos públicos e não configuraria pedido explícito de voto.

“Não há dinheiro público envolvido. Não estou pedindo voto, apenas manifestando apoio”, afirmou.

Até o momento, não há confirmação oficial de ação judicial protocolada.

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