Especialistas esclarecem impactos da liquidação do Banco Master e do Will Bank para clientes e investidores

A liquidação extrajudicial do Banco Master e, por consequência, do Will Bank, que reúne cerca de 12 milhões de clientes em todo o país, tem provocado dúvidas entre correntistas e investidores.

Para esclarecer os efeitos práticos da medida, o programa Espaço Aberto, da Rural FM, ouviu o advogado Arthur Lima e o assessor de investimentos Saulo Freitas.

Segundo os especialistas, a liquidação extrajudicial é um instrumento legal conduzido pelo Banco Central e utilizado quando há risco à estabilidade do sistema financeiro. Antes da decisão, a autoridade monetária realiza auditorias e acompanha indicadores da instituição.

No caso do Banco Master, pesaram investigações que apuram possíveis fraudes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e inconsistências contábeis. Um dos principais problemas apontados foi o descumprimento do Índice de Basileia, que mede a capacidade do banco de honrar suas obrigações. De acordo com Saulo Freitas, enquanto grandes bancos operam com índices entre 13% e 15%, o Banco Master apresentava índice negativo.

O Will Bank, adquirido pelo Banco Master, acabou incluído no processo de liquidação. Apesar de possuir uma base de clientes significativamente maior, a instituição ficou vinculada às condições financeiras do controlador.

Em relação aos clientes, os especialistas destacaram que saldos em conta, poupança e investimentos como CDBs estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Para receber os valores, os correntistas devem se cadastrar no aplicativo do FGC e informar uma conta em outro banco. O prazo para os pagamentos costuma ser de até 30 dias, podendo variar conforme o caso.

Arthur Lima alertou que a liquidação não extingue dívidas. Empréstimos, financiamentos e faturas de cartão de crédito continuam válidos e devem ser quitados pelos clientes.

O caso também ganhou repercussão política e judicial, em razão de relações do banco com fundos públicos e contratos que estão sob investigação. Para os especialistas, é fundamental que o processo siga o devido rito legal.

Ao final, Saulo Freitas recomendou cautela aos investidores e a busca por orientação profissional, ressaltando a importância da diversificação e da avaliação de riscos no mercado financeiro.

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