
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) publicou, na noite desta segunda-feira (19), uma “carta aberta ao povo do Brasil” explicando os motivos que o levaram a começar um percurso de 240 km entre Paracatu, na Região Noroeste de Minas Gerais, e Brasília, no Distrito Federal. No texto, o parlamentar nega que seu gesto seja de “vaidade” ou seja um “espetáculo” e alega ser um “ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade”. “Que cada brasileiro saiba: a liberdade não se pede de joelhos; defende-se de pé”, argumentou.
Ele defende que os presos do 8 de janeiro são submetidos a “desumanização” e processos “ilegais, parciais e arbitrários”. “São sintomas de algo muito mais profundo e perigoso: o cansaço moral de uma nação que vê o mal triunfar sem consequências, escândalos sucederem escândalos, o crime organizado avançar sobre o território e as instituições, enquanto o cidadão honesto é esmagado por um Estado inerte para proteger o bem, mas voraz para cobrar impostos”, destacou.
O parlamentar justifica a caminhada como um “chamado à consciência nacional” para “reavivar no brasileiro a esperança”. “O povo brasileiro encontra-se inerte, não apenas pelo medo, como muitos acreditam, mas por um estado de paralisia psicológica construído de forma deliberada e intencional”, continua. Nikolas ainda defendeu a derrubada do veto ao PL da Dosimetria no Congresso Nacional, texto barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante ato alusivo ao 8 de janeiro de 2023.
Nikolas ressaltou que a caminhada será “ordeira e pacífica” e não tem como objetivo “praticar crimes ou gerar desordem”. “Trata-se apenas do exercício legítimo do direito de ir e vir e do direito de manifestação, garantidos pela Constituição a qualquer cidadão”, pontuou.



