
(Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem)
O reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes, afirmou nesta quarta-feira (11) que a instituição irá recorrer da decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região que determinou a suspensão das atividades de uma turma do curso de Medicina vinculada ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária.
Segundo o reitor, a universidade pretende recorrer em todas as instâncias judiciais para tentar reverter a medida. “A educação é um direito e a universidade vai defender a sua autonomia de poder ofertar educação pública de qualidade”, declarou.
A turma especial de Medicina começou a funcionar em dezembro de 2025 no Centro Acadêmico do Agreste, localizado em Caruaru. O curso atende 80 estudantes de diferentes estados do país.
A iniciativa foi viabilizada por meio de parceria entre a UFPE e o Pronera, programa ligado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.
O projeto é destinado a estudantes beneficiários da reforma agrária, comunidades quilombolas e educadores do campo, com o objetivo de ampliar o acesso ao ensino superior na área da saúde para esses públicos.



