
A Justiça de Pernambuco decidiu manter as prisões preventivas de três dos seis acusados de participação no homicídio qualificado do empresário piauiense Erlan Ribeiro Lima Oliveira, ocorrido em Petrolina.
A decisão foi proferida pela juíza Elane Brandão Ribeiro, da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Petrolina, no dia 6 de dezembro de 2025. O processo segue com audiência de instrução e julgamento marcada para os dias 2 e 3 de fevereiro de 2026.
Permanecem presos José Lima Ferreira Júnior, João Ítalo Barbosa da Silva e Iak Lima Silva. As acusadas Vitória Maria de Carvalho e Laiza Guimarães Coelho continuam em prisão domiciliar, por serem mães de filhos menores. Já Franklin Freire de Aquino Bezerra teve a prisão preventiva revogada anteriormente por decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco.
As defesas solicitaram que o benefício concedido a Franklin fosse estendido aos demais réus, mas o pedido foi negado. Na decisão, a magistrada afirmou que cada acusado deve ser analisado individualmente, de acordo com a participação atribuída no crime.
A juíza destacou a gravidade do caso, classificado como homicídio qualificado por ter sido praticado de forma violenta e em grupo, o que teria dificultado a defesa da vítima. Conforme o Ministério Público, imagens e depoimentos indicam que os três acusados que seguem presos tiveram participação direta nas agressões.
O laudo pericial apontou que a morte de Erlan foi causada por edema cerebral decorrente das agressões sofridas. Segundo a denúncia, José Lima teria iniciado os ataques e retirado a vítima do veículo; João Ítalo teria dado continuidade às agressões; e Iak Lima teria desferido chutes enquanto a vítima já estava no chão.
Sobre Franklin Freire, a magistrada explicou que a revogação da prisão preventiva ocorreu por razões específicas, levando em conta elementos individuais do acusado. Em relação a Vitória Maria e Laiza Guimarães, a Justiça entendeu que a prisão domiciliar representa uma medida cautelar mais branda em comparação ao regime fechado.



