Semana do MEI: Sebrae oferece mais de 500 vagas para oficinas no Norte da Bahia

(Foto: Ascom)

Em maio o Sebrae realiza em todo país a Semana do Microempreendedor Individual (MEI) e em Juazeiro (BA) as capacitações acontecerão entre os dias 20 e 24 do próximo mês. Contudo, quem tiver interesse em participar das oficinas e cursos deve se inscrever o quanto anos na unidade.

Segundo o Sebrae em todo estado são ofertadas aproximadamente 15 mil vagas, em 98 municípios. Em Juazeiro, Sobradinho, Remanso, Paulo Afonos e Curaçá há 510 vagas para 17 palestras e oficinas.

 “O empreendedor terá a oportunidade de receber orientações de especialistas, que vão disseminar informações específicas em diversas áreas, com conteúdos relevantes para desenvolver os negócios locais”, afirma o gerente regional do Sebrae em Juazeiro, Carlos Cointeiro.

As inscrições podem ser feitas no site do Sebrae, a programação completa com locais e horários das capacitações também podem ser consultadas na internet.

Polícia Federal erradica 23 mil pés de maconha no interior da Bahia

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

Entre os dias 14 e 21 de fevereiro a Polícia Federal realizou a Operação Facheiro I no interior da Bahia. Segundo a PF, o objetivo da ação era localizar e erradicar cultivos de maconha na região norte do Estado. No total foram erradicados 23 mil pés da erva nos municípios de Curaçá, Várzea Nova, Xique-Xique e Pilão Arcado.

De acordo com estudos científicos realizados pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, a quantidade de maconha erradicada nesta operação seria capaz de produzir aproximadamente sete toneladas da droga pronta para o consumo.

A operação foi coordenada pela Delegacia de PF em Juazeiro, com apoio das polícias Civil, Militar, Corpo de Bombeiros Militar, PF do Distrito Federal e Exército Brasileiro. Ao todo 70 policiais atuaram na ação.

Pesquisadores da Univasf encontram fósseis da “Era dos Dinossauros” no nordeste da Bahia

Pesquisadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e de outras instituições de ensino encontraram, no meio do sertão baiano, diversos fósseis de animais e plantas, incluindo formas aquáticas, que remeteriam ao ambiente marinho.

A descoberta é fruto de uma atividade de campo realizada pelo projeto de pesquisa “Fósseis do nordeste baiano: aspectos sistemáticos e paleoecológicos de uma fauna pretérita”, coordenada pelo professor Estevan Eltink, do Colegiado de Ecologia do Campus Senhor do Bonfim. Entre as descobertas estão fósseis de peixes, insetos, crustáceos, restos de crocodilos e até dentes de tubarão que datam dos Períodos Jurássico e Cretáceo.

O trabalho de campo foi realizado no período de 21 a 27 de fevereiro deste ano, na Bacia Sedimentar Tucano, que fica localizada nos municípios de Euclides da Cunha, Tucano e Araci, região norte da Bahia. A pesquisa teve como objetivo a prospecção da área e a coleta de material fóssil de vertebrados da Era Mesozóica, conhecida como a “Era dos Dinossauros”.

A atividade de campo envolveu equipes de diferentes campi da Univasf e de universidades paulistas, relacionadas aos projetos de pesquisa “Paleontologia e Evolução de Vertebrados Mesozóicos”, coordenado pelo professor Marco Aurélio Gallo de França, do Colegiado de Ciências Biológicas da Univasf, e “A origem e irradiação dos dinossauros no Gondwana (Neotriássico – Eojurássico)”, coordenado pelo professor Max Cardoso Langer, da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com Estevan Eltink, os três projetos têm o objetivo comum de coletar materiais fósseis de vertebrados do Mesozóico.

Também participaram da iniciativa os estudantes da Univasf Diego Leal Abreu e Iasmim Soares dos Santos, discentes voluntários de iniciação científica (Pivic) do professor Eltink; os doutorandos Thiago Schneider Facchini e Silvio Onary, do Programa de Pós-Graduação em Biologia Comparada da USP; e o professor Felipe C. Montefeltro, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Os fósseis encontrados serão estudados como parte do projeto de pesquisa e farão parte da coleção didático-científica do Campus Senhor do Bonfim da Univasf. Segundo Eltink, na próxima etapa da pesquisa será feita a identificação e descrição dos materiais coletados, o que permitirá descobrir quais são as espécies e de que época elas provêm, mais precisamente.

“Queremos, com essas descobertas, entender a biodiversidade que existiu na região, compreender como a bacia sedimentar foi formada e qual a relação dela com o ambiente marinho. A partir desse material, serão produzidos resumos e artigos científicos, para que possamos apresentar nossos resultados à comunidade científica, assim como à população, para que as pessoas conheçam a história da região em que vivem”, afirma o professor.

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