Em estado de greve policias civis realizam protesto contra aumento da violência em Petrolina.

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Áureo Cisneiros – Presidente do  Sinpol  

Visando protestar contra o que acredita ser “desdém” do governo de Pernambuco em menosprezar as condições precárias e os baixos salários pagos aos policiais, o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) estará realizando na manhã desta terça-feira (01), na praça Dom Malan, Centro, Petrolina-PE, Sertão do São Francisco, um ato de protesto contra o aumento da violência no Estado.

Em entrevista ao programa Bom Dia Vale, Rádio Jornal FM, o presidente do sindicato, Áureo Cisneiros, afirmou que Petrolina é a segunda cidade mais violenta do interior Estado, com um índice altíssimo de assassinatos, perdendo apenas para a cidade de Caruaru – PE. “Aqui em Petrolina a gente quer contribuir também com esse debate sobre a insegurança pública que está ocorrendo na cidade”, salientou.

download (2)Como aconteceu na praia de Boa Viagem no Recife-PE e na cidade de Caruaru -PE o ato constará da colocação de 3.500 (três mil e quinhentas) cruzes, simbolizando o número de assassinatos no Estado somente neste ano de 2015.

Na última sexta-feira (27) os policiais civis de Pernambuco decidiram em assembleia decretar estado de Greve “um aviso ao Governo do Estado que a categoria pode paralisar as atividades em uma greve geral dos policias civis de Pernambuco, mas também para dizer que estamos prontos para dialogar e negociar com o governo”, salientou.

“Até agora o Estado continua intransigente, tratando o movimento da gente com desdém, não dando a devida atenção aos pleitos da categoria”, alfinetou Cisneiros.

Caso não haja um acordo com o governo os policias civis poderão paralisar as atividades durante o carnaval.

Dilma veta lei que previa anistia a PMs e bombeiros

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Na mensagem nº 507 enviada ao Congresso Nacional, hoje, a presidente Dilma Rousseff (PT) anuncia o veto total ao Projeto de Lei 177/15, que previa anistia para policiais militares e bombeiros que deflagraram movimentos de greve em pelo menos 18 Estados em meados de 2014.

A paralisação durou semanas, e os policiais e bombeiros reivindicavam melhores salários.

Na justificativa para o veto, a presidente se respaldou em parecer do Ministério da Justiça. Entre outros pontos, avisa que o”projeto ampliaria o lapso temporal e territorial de anistia concedida pela Lei no 12.505, já ampliada pela Lei no 12.848, passando a abranger situações que se deram em contextos distintos das originais”.

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