‘Onde Ele Anda É Outro Céu’ leva 450 alunos para o teatro

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Os últimos dias de aula dessa semana foram diferenciados para algumas escolas de Petrolina, os alunos foram convidados para uma apresentação de dança contemporânea, uma linguagem que poucos conheciam. O projeto da ‘Qualquer Um dos 2 Cia. de Dança’ recebeu seis grupos, entre escolares e sociais, no Teatro Dona Amélia, com o espetáculo ‘Onde Ele Anda É Outro Céu’.

Na quinta-feira (25), as cadeiras do “Dona Amélia” foram ocupadas por cerca de 200 alunos das escolas ‘Eduardo Coelho’ e ‘Dom Malan’, além do grupo que cursa a Educação de Jovens e Adultos do Sesc Petrolina. Já na sexta-feira (26), foi a vez da Escola Moisés Barbosa e da Educação Infantil do Sesc levarem seus alunos, em uma apresentação que também foi assistida pelos participantes do grupo de terceira idade ‘Novos Horizontes’, contabilizando 250 pessoas na plateia.

A professora Rita Barros diz que achou muito interessante acompanhar seus alunos ao teatro, já que muitos não são levados pelos pais, e lembra contente que até os mais hiperativos ficaram quietos, prestando atenção na cena. Rita afirma acreditar que a arte contribui muito para o aprendizado. “A arte quebra barreiras e isso ajuda no rendimento escolar deles. Até em relação ao preconceito, pois muitos acreditavam que homem não podia dançar”, comenta a professora sobre a reação das crianças ao verem o espetáculo dançado por André Vitor Brandão.

O bailarino explica que essa parte do projeto foi pensada para incentivar o aumento de público para atividades culturais, já que se nota uma diminuição nos últimos anos e ele acredita que parte disso é por conta da falta de incentivo por parte das instituições de ensino. “A maioria das escolas não entendem a arte como área do conhecimento humano e que a mesma é essencial para a construção de um sujeito crítico”, afirma Brandão. Sobre estar no palco para esse público, ele diz que as sessões foram muito impactantes. “Após o espetáculo, pude conversar com os alunos e colher depoimentos emocionantes de como o espetáculo pôde emocioná-los, fazendo-os exercitar suas dimensões sensíveis e subjetivas, tão desvalorizadas no mundo de hoje”, completou o artista.

A ação faz parte de um projeto que proporcionou a montagem do espetáculo apresentado, contando com o incentivo do Funcultura do Governo do Estado de Pernambuco. Este mesmo trabalho continua em temporada para o público em geral no sábado (27) e domingo (28), com sessões gratuitas às 20h, também no Teatro Dona Amélia. Acesse o blog ondeeleanda.blogspot.com e saiba mais detalhes.

Bailarino convida amantes da cultura para espetáculo gratuito no Sesc Petrolina neste sábado

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O Bailarino Vitor Brandão aproveitou a visita na tarde desta sexta-feira (12), a sede do Blog Waldiney Passos, localizado na Rua do Tambor, nº 56, 1º andar, no  bairro Alto Cheiroso em Petrolina (PE), para falar sobre o espetáculo solo, “Onde Ele Anda é Outro Céu.

De acordo com Brandão o espetáculo é inspirado no conto o Homem Cadente do escritor africano, Mia Couto.

Nesse espetáculo solo, uso algumas reflexões que sugiram a partir do conto sobre como a gente encara a nossa realidade e como podemos criar outras lógicas para o nosso cotidiano diferente daquelas que nos são dadas, mas que posso através dos sonhos e do lúdico criar uma nova realidade para a gente”, destacou o bailarino e ator Vitor Brandão.

O evento cultural “Onde Ele Anda é Outro Céu” é de censura livre e com entrada gratuita, a estreia do espetáculo vai acontecer neste sábado (13) às 20h no Teatro Dona Amélia no Sesc de Petrolina.

Estreia de ‘Onde Ele Anda É Outro Céu’ acontece neste sábado

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Pesquisando sobre o existencialismo humano, o bailarino André Vitor Brandão transforma as ideias em movimento em seu primeiro solo, ‘Onde Ele Anda É Outro Céu’, que estreia no próximo Sábado (13), no Teatro Dona Amélia, às 20h. O espetáculo continua em temporada, cumprindo seis apresentações às 20h dos sábados e domingos, mais duas sessões extras durante a semana, no mesmo local, até o dia 28.

A pesquisa desse novo trabalho de Brandão começou a partir da literatura de Mia Couto com o conto ‘O Homem Cadente’, também usando as telas de René Magritte e, durante o processo, ganhou outras inúmeras referências para poetizar no corpo esse homem que sonha e que segue outra lógica. O projeto de criação conta com o incentivo do Funcultura do Governo do Estado de Pernambuco e, por isso, a entrada para a temporada é gratuita.

cartaz - onde ele anda é outro céuAndré Vitor Brandão começou a dançar com 14 anos e, hoje com 26, estreia seu primeiro solo, após já ter dançado cerca de 15 espetáculos e até ser premiado como melhor bailarino no Prêmio APACEPE 2010. Para o bailarino, o processo foi bastante instigante. “Pude trabalhar com pessoas queridas que se juntaram a mim para contar essa história e sobretudo para juntos pensar a dança como linguagem, que a partir dela é possível provocar reflexões, desenvolver ideias, ler o mundo a partir da sensibilidade e subjetividade inerentes em todo ser humano”, afirmou.

Completam a ficha técnica, além de André como intérprete criador, Jailson Lima na direção artística, Renata Camargo (Recife-PE) na direção de movimento e Renata Pimentel (Recife-PE) na dramaturgia. A criação do figurino ficou por conta de Orlando Dantas (São Paulo-SP) e a iluminação por Fernando Pereira. Eugênio Cruz criou a Trilha Sonora Original e Lucylene Lima está na cenotécnica do espetáculo. O trabalho ainda contou com uma assessoria específica sobre técnicas de rapel com Eugênio Junior.

O bailarino está registrando o processo em relatos no blog ondeeleanda.blogspot.com, onde também é possível obter mais informações sobre a temporada e a criação.

Serviço:

Espetáculo ‘Onde Ele Anda É Outro Céu’

13 a 28 de Fevereiro de 2016

Sábados e Domingos às 20h

No Teatro Dona Amélia

Entrada Gratuita

Livre para todos os públicos

 

Com informações de Ascom

Espetáculo “Fraturas”, único indicado do interior, vence quatro categorias no Recife

tripe fraturas

A dança do Vale do São Francisco foi representada pelo Coletivo Trippé no Prêmio APACEPE de Teatro e Dança 2016, realizado durante o Festival Internacional Janeiro de Grandes Espetáculos, em Recife, capital pernambucana. O grupo foi o único do interior, sendo indicado em sete categorias. Na cerimônia de entrega dos prêmios, realizada na quinta-feira (28), no Tetro de Santa Isabel, o ‘Trippé’ recebeu quatro, os de melhor espetáculo, melhor figurino, bailarino revelação e melhor coreografia.

O Coletivo Trippé se apresentou com o espetáculo ‘Fraturas’ na capital do estado no último dia 10, no Teatro Apolo, onde foi avaliado por uma comissão formada por três artistas de reconhecido trabalho com dança. Após essa apresentação, foram indicados como melhor espetáculo, melhor coreografia (Mauricio de Oliveira), melhor bailarina (Julia Gondim), melhor bailarino (Adriano Alves), melhor iluminação (Carlos Tiago e Mauricio de Oliveira), melhor trilha sonora (Tato Taborda) e melhor figurino (Mauricio de Oliveira).

O prêmio anual é realizado pela Associação de Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco, sendo considerado o mais importante do estado. O bailarino Wagner Damasceno disse que os prêmios são “bastante importante para o grupo e também para a cidade em si, já que era o único grupo que não faz parte do ‘polo Recife’ de dança”. “Foi bastante gratificante ver que todo o esforço e tempo dedicado ao trabalho, de uma certa forma, está sendo reconhecido”, completou o bailarino que foi agraciado como revelação.

O espetáculo ‘Fraturas’ estreou em 2015, após o grupo receber o coreógrafo paulista Mauricio de Oliveira para uma residência criativa entre o Coletivo Trippé e sua companhia, a Cia. Siameses. O trabalho de construção, que durou três meses, foi incentivado pelo Governo do Estado da Bahia com a aprovação do projeto no Edital Setorial de Dança 2014, um reconhecimento para o grupo que mantêm atividades nessa região onde há o encontro da Bahia com Pernambuco.

A próxima apresentação do espetáculo ‘Fraturas’ será no Teatro Dona Amélia, dentro da programação do Festival Janeiro Tem Mais Arte, no domingo (31). O espetáculo começa às 20h e os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Para continuar acompanhando o trabalho do coletivo é só curtir a página no Facebook, facebook.com/coletivotrippe.

Texto: Adriano Alves

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