Senadora Teresa Leitão destaca importância da Caatinga e defende políticas públicas para o semiárido durante entrevista ao Espaço Aberto

Durante participação no Programa Espaço Aberto, da Rural FM 103,1, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) ressaltou a importância de trazer o debate da COP 30, conferência do clima da ONU, para a realidade do semiárido nordestino e do bioma Caatinga, regiões que sofrem os impactos diretos das mudanças climáticas, mas que muitas vezes ficam à margem das grandes discussões ambientais.

O apresentador Waldiney Passos destacou, no início da conversa, que apesar de o mundo discutir o desmatamento da Amazônia e a emissão de gases de efeito estufa, o sertanejo também enfrenta desafios sérios, como o assoreamento do rio São Francisco, degradação das matas ciliares e o avanço do desmatamento na Caatinga, fenômenos que têm provocado desequilíbrios ambientais visíveis na região.

O reforço do senador precisam ganhar protagonismo nas políticas públicas ambientais do país:

O semiárido e a Caatinga são objetos individuais de estudo e de ação. A seca é um fenômeno natural, e nós aprendemos a conviver com ela. Esse é um dos temas debatidos na COP, e o semiárido está representado. O que precisamos agora é transformar essas discussões em políticas públicas concretas”, destacou Teresa Leitão.

Ela lembrou que o Senado Federal já realizou audiências públicas sobre a Caatinga e que tramita no Congresso um projeto de sustentabilidade e combate à desertificação do bioma, do qual ela será relatora na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Teresa Leitão ainda observou que as mudanças climáticas têm afetado todo o Brasil — do excesso de chuvas no Sul às secas prolongadas no Nordeste — e defendeu a ampliação de investimentos em projetos sustentáveis, preservação das nascentes e recuperação das margens do São Francisco.

“A convivência com o semiárido é possível, e a COP 30 é uma oportunidade de mostrar ao mundo que o Nordeste também tem soluções sustentáveis”, concluiu a parlamentar.

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