
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), deve encaminhar à Assembleia Legislativa (Alepe) um pedido de convocação extraordinária para apreciação de matérias consideradas prioritárias pelo Executivo.
A iniciativa ocorre em meio a impasses entre os poderes e à proximidade do encerramento de 2025, ano marcado por disputas em torno da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026.
Até esta segunda-feira, o pedido ainda não havia sido protocolado, mas a expectativa é de que a pauta da convocação seja publicada no Diário Oficial. Em regime de urgência, o Executivo solicita autorização para reestruturar operações de crédito que somam até R$ 5,2 bilhões, sendo até R$ 2,5 bilhões junto ao Banco do Brasil e até R$ 2,7 bilhões com a Caixa Econômica Federal. Segundo o governo, não se trata de novos empréstimos, mas da reorganização de dívidas já existentes, com alongamento de prazos e redução de juros, consolidando contratos anteriores em uma única operação.
Em recesso desde o dia 23, a Alepe teria até 72 horas para votar o pedido de convocação extraordinária, que exige quórum mínimo de 10 deputados. Já as matérias relacionadas à LOA e à alteração da Lei nº 19.123, que autoriza o repasse de recursos do Tribunal de Justiça ao Executivo, necessitam de pelo menos 25 votos favoráveis.
Durante balanço das ações de 2025, Raquel Lyra afirmou que não há ruptura na relação com o Legislativo e defendeu que cada poder cumpra seu papel institucional. A governadora também evitou antecipar debates eleitorais, como a formação da chapa ao Senado e especulações sobre a vice-governadora Priscila Krause, destacando que o foco permanece na gestão do Estado.
A convocação extraordinária ocorre em um contexto pré-eleitoral, quando parlamentares intensificam agendas em suas bases, o que pode influenciar o ritmo das discussões no Legislativo estadual.



