Queda de 600 metros em vulcão no Chile resulta na morte de alpinista no dia de seu aniversário

Alpinista morre após cair de 600 metros em vulcão no Chile durante comemoração de aniversário

A alpinista Ingrid Daniela Vera Figueroa, de 42 anos, faleceu após cair de uma altura de aproximadamente 600 metros durante uma escalada no vulcão Llaima, situado no Parque Nacional Conguillío, no sul do Chile. O acidente ocorreu no domingo (17) em uma área íngreme da montanha, considerada uma das mais desafiadoras do país. Segundo relatos de integrantes do grupo, a montanhista estava tirando fotografias quando deixou cair o piolet, ferramenta utilizada para escaladas em gelo e neve, perdeu o equilíbrio e despencou em um barranco.

Embora os serviços de emergência tenham sido acionados de imediato pelos acompanhantes, os ventos fortes impediram a aproximação de helicópteros no momento. A confirmação do óbito ocorreu na mesma noite de domingo, mas a retirada do corpo só foi concluída na manhã de segunda-feira (18), em uma operação conjunta que reuniu policiais, bombeiros, voluntários e agentes da Corporação Nacional Florestal (Conaf). Horas antes do início da subida, Ingrid havia publicado uma mensagem em suas redes sociais celebrando o aniversário e compartilhando os preparativos para a expedição no vulcão, que possui mais de 3 mil metros de altitude.

A direção regional da Conaf informou que o grupo não realizou o registro prévio obrigatório junto às autoridades do parque nacional, procedimento exigido para o monitoramento de segurança dos visitantes. O órgão também alertou para as temperaturas abaixo de zero e para os riscos severos das trilhas de alta montanha no período. Ingrid residia em Villarrica, era mãe de dois filhos e atuava no conselho escolar de uma instituição local, que emitiu nota de condolências.

O episódio reacendeu as discussões sobre a segurança em vulcões turísticos da região, que já registraram outros incidentes com montanhistas em condições extremas. Casos semelhantes de quedas em terrenos de alta altitude e acessibilidade complexa também têm sido reportados por equipes de resgate internacional em diferentes montanhas ao redor do mundo, como o caso da brasileira Juliana Marins, que faleceu após uma queda de 600 metros no Monte Rinjani, na Indonésia, em junho de 2025.

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