Pernambuco intensifica ações para investigar casos de intoxicação por metanol

Representantes do Governo de Pernambuco detalharam, nesta quinta-feira (9), as medidas adotadas para lidar com os casos suspeitos de intoxicação por metanol no estado.

A reunião na Comissão de Saúde contou com a presença da secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, e da presidente da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), Karla Baêta, que também abordaram a fiscalização do comércio de bebidas.

Segundo boletim da Secretaria de Saúde (SES), de 29 notificações de suspeita de intoxicação, 13 já tiveram a relação com metanol descartada. Foram registrados quatro óbitos, sendo que dois ainda não possuem vínculo confirmado com a substância. Os demais casos seguem em investigação, e parte das análises clínicas indica associação com o consumo de bebidas contaminadas.

Zilda Cavalcanti explicou que Pernambuco foi pioneiro na criação e distribuição de um protocolo estadual para diagnóstico e manejo da intoxicação por metanol, aplicado em hospitais públicos, privados e municipais. Em situações graves, os pacientes são encaminhados a unidades com UTI e capacidade para hemodiálise. Ela destacou que os sintomas iniciais podem se assemelhar aos da intoxicação por etanol, o que exige capacitação das equipes para diagnóstico diferencial.

A secretária informou ainda que o Estado recebeu 240 ampolas de etanol farmacêutico, medicamento usado no tratamento da intoxicação, mas reforçou que a substância faz parte de um protocolo de redução de danos, e não constitui antídoto com efeito imediato.

A presidente da Apevisa, Karla Baêta, detalhou que uma força-tarefa de vigilâncias sanitárias municipais e de Fernando de Noronha atua na fiscalização do comércio varejista, incluindo supermercados, distribuidoras e eventos de massa, para identificar bebidas suspeitas de adulteração.

O trabalho conta com o apoio do Instituto de Criminalística da Secretaria de Defesa Social. Ela destacou que a produção de bebidas é fiscalizada pelo Ministério da Agricultura, enquanto a Apevisa atua no varejo. O deputado Sileno Guedes (PSB), presidente da Comissão de Saúde, cobrou celeridade nas investigações.

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