
A candidata Leninha, que concorre à presidência do Sindicato dos Trabalhadores Assalariados Rurais, concedeu entrevista ao programa Espaço Aberto, na Rádio Rural FM, para esclarecer as polêmicas em torno de sua candidatura e rebater acusações feitas pela chapa adversária.
Segundo Leninha, ela é trabalhadora assalariada rural desde o ano 2000, com carteira assinada e todos os encargos legais devidamente comprovados. A candidata afirma estar sendo alvo de perseguição política por parte da atual gestão sindical e de membros da Chapa 1.
“Eu sou trabalhadora assalariada rural e posso provar. O que estão fazendo é uma perseguição política. Querem me calar, querem tirar o meu direito de fala e de disputar o pleito. Isso é um ato de covardia”, declarou.
Leninha relatou que, meses atrás, houve uma tentativa de golpe dentro do sindicato, quando o Estatuto teria sido fraudado com o intuito de impedi-la de participar da eleição. Segundo ela, novas regras foram criadas de forma irregular para restringir candidaturas.
“Eles fraudaram o Estatuto para que a gente não pudesse concorrer. A Justiça reverteu o golpe e garantiu o nosso direito. Agora, tentam de novo, com outra manobra, usando a comissão eleitoral”, explicou.
Durante a entrevista, o advogado da candidata, Dr. Edmilson, reforçou que a impugnação apresentada contra Leninha foi feita pela própria candidata da Chapa 1, e que o recurso já foi protocolado, aguardando resposta da comissão eleitoral. Ele também criticou a demora no julgamento do recurso e a falta de transparência no processo.
“Uma impugnação não impede o candidato de apresentar suas propostas. O que estão tentando é confundir o trabalhador. Há uma omissão clara da comissão eleitoral, que foi indicada pela atual presidência”, disse o advogado.
Propostas de campanha
Questionada pelos ouvintes, Leninha apresentou as principais propostas da Chapa 2. Entre os compromissos, ela destacou:
Cumprimento rigoroso da Convenção Coletiva de Trabalho;
Combate ao trabalho clandestino nas fazendas;
Criação da Farmácia do Trabalhador Rural;
Implantação de plano funeral solidário;
Convênios para o programa Minha Casa, Minha Vida, voltados a assalariados rurais;
Ampliação do Centro Médico do Sindicato;
Implantação de área de lazer para os trabalhadores;
Fortalecimento das ações de fiscalização trabalhista.
“A gente não promete o que não pode cumprir. As nossas propostas são poucas, mas são reais e de grande importância para o trabalhador rural”, afirmou.
Conselho Fiscal denuncia irregularidades
Durante a entrevista, Demézio, membro do Conselho Fiscal do sindicato, também fez sérias denúncias sobre irregularidades financeiras na atual gestão. Segundo ele, houve um empréstimo milionário e pagamentos considerados abusivos.
“Me recusei a assinar documentos que considero ilegais. Eles estão pagando juros altíssimos e parte dos salários está irregular. Entrei com ação no Ministério do Trabalho, porque não quero ser cúmplice de erros”, afirmou.
Expectativa pela decisão
A eleição para o sindicato está marcada para o dia 25 de novembro, e o recurso de Leninha ainda aguarda decisão da comissão eleitoral. A candidata reafirmou que continuará na disputa e acredita na Justiça.
“Se tentam nos impedir é porque sabem que o trabalhador está do nosso lado. A nossa candidatura é limpa e legítima, feita por trabalhadores e para trabalhadores. A gente vai seguir firme, pedindo o voto e defendendo o direito à democracia”, concluiu.



