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O governo dos Estados Unidos anunciou a elevação da recompensa oferecida por informações que levem à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O valor, que antes era de US$ 25 milhões, passou para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões), segundo a procuradora-geral Pam Bondi.
A medida ocorre no contexto de acusações antigas do governo norte-americano, que atribui a Maduro envolvimento direto com redes de narcotráfico. A procuradora afirmou que o líder venezuelano estaria associado a grupos como o Tren de Aragua, apontado como organização terrorista pelos EUA, e ao Cartel de Sinaloa, do México.
Em pronunciamento nas redes sociais, Bondi declarou que a DEA (Agência Antidrogas dos EUA) já apreendeu cerca de 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e seus aliados — sendo quase sete toneladas atribuídas diretamente ao presidente.
O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela reagiu às acusações, classificando a nova recompensa como “patética” e parte de uma “propaganda política”. O chanceler venezuelano Yvan Gil afirmou que a iniciativa busca desviar a atenção de críticas enfrentadas por Bondi relacionadas ao caso Jeffrey Epstein, investigado por crimes sexuais.
Nicolás Maduro reassumiu a presidência da Venezuela em janeiro, após eleições marcadas por denúncias de fraude e repressão à oposição. O pleito teve sua legitimidade questionada por diversos países e organismos internacionais.
Apesar das tensões históricas, analistas observam gestos pontuais de aproximação entre os dois países nos últimos meses, como uma troca de prisioneiros ocorrida em julho. Ainda assim, o endurecimento da postura norte-americana reforça o distanciamento diplomático entre Caracas e Washington.



