Egresso da Univasf conquista o Prêmio Jabuti 2025 com obra inspirada em histórias de mulheres sertanejas

O jornalista e psicólogo Luiz Osete, egresso da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), conquistou o Prêmio Jabuti 2025 na categoria Escritor Estreante em Poesia, no eixo Inovação, com o livro “Maracujá Interrompida”, publicado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). O anúncio foi feito na noite da última segunda-feira (27).

A obra, que marca a estreia literária do autor, retrata o luto de uma filha após a morte da mãe, reunindo poemas que abordam perda, memória e recomeço.

O livro foi inspirado nas vivências de Osete durante o estágio em Psicologia na Univasf, quando atuou no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), no bairro Dom Avelar, em Petrolina (PE). Na época, ele teve contato com histórias de mulheres vítimas de violência doméstica, experiências que influenciaram fortemente sua escrita.

Natural de Cardeal da Silva (BA), Osete chegou ao Vale do São Francisco em 2005 para cursar Jornalismo em Multimeios na Uneb, em Juazeiro. Mais tarde, ingressou em Psicologia na Univasf. O título da obra nasceu de uma lembrança pessoal: o corte de um pé de maracujá no quintal de sua casa durante a pandemia.

O escritor explica que “Maracujá Interrompida” é uma metáfora sobre interrupções, afetos e transformações. Atualmente, Luiz Osete é jornalista do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE) e cursa doutorado em Educação na Uerj, onde integra o grupo de pesquisa Kékeré, que atua com crianças às margens do Rio São Francisco.

O livro está disponível na Livraria Cepe e em principais plataformas on-line.

Criado em 1959 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Prêmio Jabuti é o mais tradicional reconhecimento da literatura nacional. A Univasf já teve outro vencedor: o professor José Alves de Siqueira Filho, que em 2013 venceu o prêmio de Ciências Naturais com o livro “Flora das Caatingas do Rio São Francisco”.

Deixe um comentário