Mamonas Assassinas: jaqueta de Dinho é encontrada intacta após exumação

Uma jaqueta utilizada pela equipe dos Mamonas Assassinas foi encontrada intacta sobre o caixão do vocalista Dinho durante a exumação realizada na segunda-feira (23), no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A informação foi divulgada oficialmente nas redes sociais da banda nesta quarta-feira, 25, junto ao anúncio da criação de um memorial ecológico em homenagem ao grupo.

De acordo com a publicação, a peça havia sido colocada sobre o caixão no momento do sepultamento, há quase 30 anos, e permaneceu preservada. O item segue sob a guarda do cemitério até que seja definida sua possível inclusão no futuro espaço de memória.A nota também esclarece que o memorial será aberto gratuitamente à visitação dos fãs. Segundo o comunicado, a iniciativa tem como objetivo perpetuar a história da banda e manter viva a trajetória marcada por alegria, irreverência e determinação.

Jardim BioParque Memorial Mamonas
A exumação dos corpos dos cinco integrantes faz parte da implantação do Jardim BioParque Memorial Mamonas, projeto desenvolvido em parceria entre familiares e o BioParque. Três décadas após o acidente aéreo que comoveu o país e interrompeu precocemente a carreira do grupo, as famílias decidiram pela cremação dos restos mortais, que passarão a integrar um espaço ecológico e permanente de homenagem.

O memorial será instalado no próprio Cemitério Primaveras, onde os músicos estavam sepultados. A maior parte das cinzas permanecerá nos jazigos, que continuarão abertos à visitação pública. Outra parte será destinada ao plantio de cinco árvores, uma para cada integrante, formando um jardim localizado atrás dos túmulos.

A Tarde

Corpos dos cinco Mamonas Assassinas serão exumados e cremados quase 30 anos após acidente

Na próxima segunda-feira (23), os corpos dos cinco Mamonas Assassinas serão exumados, após quase 30 anos do acidente aéreo que acabou com a banda de “rock cômico” que fazia sucesso no país.  A decisão foi tomada pelas famílias dos músicos, que entraram em acordo para cremar os corpos e transformá-los em adubo para plantar cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, a cidade onde moravam, segundo informou o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

Banda fenômeno nos anos 1990, os Mamonas Assassinas ficaram conhecidos por suas letras debochadas como “Brasília amarela”, “Sabão Crá-Crá” e “Pelados em Santos”. O primeiro e único disco, com o nome da banda, havia sido lançado em junho de 1995 e, nos oito meses seguintes, teve 1,8 milhão de cópias vendidas (no total até hoje, foram 3 milhões de cópias, o terceiro maior êxito comercial entre artistas nacionais em todos os tempos).

No dia 2 de março de 1996, os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli voltavam de um show em Brasília num jatinho Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD, fretado pela banda. A aeronave se chocou na Serra da Cantareira, ao Norte de São Paulo, numa tentativa de arremetida. Além dos cinco integrantes da banda, o acidente matou o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o co-piloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto.

O velório do grupo foi realizado no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos, e reuniu cerca de 30 mil pessoas, enquanto mais de cem mil acompanharam o cortejo até o cemitério Parque das Primaveras. Dentro do cemitério, cerca de 500 pessoas, acompanharam o enterro. Os cinco integrantes dos Mamonas foram colocados, junto com Isaac Souto, num mesmo túmulo. A cerimônia teve pouco mais de 40 minutos e incluiu um “Parabéns a você”, em homenagem a Dinho, que, naquele dia 4 de março de 1996, completaria 25 anos de idade.

Estadão Conteúdo