Senadora afirma que a corrupção não atinge somente a classe política

(Jefferson Rudy/Agência Senado)

(Jefferson Rudy/Agência Senado)

A senadora Ana Amélia (PP-RS) manifestou neta segunda-feira (4), em Plenário, a sua surpresa com os escândalos de corrupção que aparecem a cada dia. Ela ressaltou que as investigações da Operação Lava Jato revelam um grande leque de relações promíscuas entre o setor público e o privado. Para ela, é errôneo achar que apenas a área política esteja contaminada pela corrupção.

“A corrupção está no esporte amador, no esporte paralímpico, está na cultura, com os desvios da Lei Rouanet, está na medicina, com os desvios das órteses e próteses, lamentavelmente, mas também não chega a ser conforto para nós, políticos, que só a classe política esteja visada nessas operações envolvendo a Lava Jato”, afirmou.

LEIA MAIS

STF autoriza quebra de sigilo bancário de Waldir Maranhão

waldir maranhao

A decisão foi tomada após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). (Foto: Internet)

A quebra do sigilo bancário do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PMDB-MA), foi autorizada pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A procuradoria afirmou que há “fortes indícios” de que Maranhão recebeu vantagens “indevidas” para atuar em diversas prefeituras a favor de um esquema ilegal que direcionava investimentos de regimes de previdência de servidores públicos municipais.

Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira (4), a assessoria de Maranhão disse que o presidente interino da Câmara está “tranquilo” e que, na opinião dele, a quebra de sigilo é “absolutamente normal” dentro de uma investigação. “Quanto mais se investigar, mais se concluirá pela absolvição”, afirmou a assessoria.

LEIA MAIS

Construtora Mendes Júnior está fora da Transposição do Rio São Francisco

(Foto: Internet)

O governo afirma que os repasses para o projeto aumentaram em até 43% desde maio. (Foto: Internet)

A construtora Mendes Júnior vai sair da obra de Transposição do Rio São Francisco. A empreiteira apresentou o pedido ao Ministério da Integração Nacional em junho e a pasta afirmou que analisa, junto com o Tribunal de Contas da União, como fará a substituição da empresa para a continuação da obra. Segundo o Governo, mesmo com a mudança, a obra, que está seis anos atrasada, não está parada.

“Estamos buscando fazer um processo de transição sem que haja prejuízo de prazo. O otimismo é que nós vamos encontrar uma solução. A obra não está parada”, disse o ministro Helder Barbalho.

Conquanto a construtora tenha deixado de seguir com a obra, o Ministério da Integração Nacional ainda promete a conclusão da obra para o final do ano de 2016. O governo afirma que os repasses para o projeto aumentaram em até 43% desde maio, quando, já contando as construções no norte e no leste, 87,4% concluídos.

8910