
O terceiro dia de programação do Festival Juá Literária começou com uma atração que encantou estudantes, educadores e visitantes. O Robozão, criado na Bahia pelo designer Lei Almeida, promoveu momentos de interação, tecnologia e diversão, tornando-se um dos destaques desta quarta-feira (22).
Com 2,80 metros de altura, o robô despertou a curiosidade do público ao unir inovação, entretenimento e incentivo à educação. A apresentação atraiu pessoas de todas as idades e reforçou a proposta do festival de integrar diferentes linguagens e experiências culturais.
A estudante do Colégio Municipal Dr. Edson Ribeiro ficou surpresa com a atração. “Foi muito divertido ver aquele robô gigante dançando. Fiquei encantada”, disse
Conhecida como a cidade da poesia falada, cantada e interpretada, Juazeiro ganhou, durante o festival, o Cais da Palavra, espaço dedicado às produções de artistas juazeirenses e que homenageia o saudoso Manuca Almeida. O ambiente convida o público a mergulhar na literatura produzida no município e fortalece a valorização da cultura local.
No espaço, o Coletivo Abordagem Teatral apresentou a peça “Juazeiro, uma árvore de muitos versos”, criada especialmente para o Festival Juá Literária 2026. Os artistas Liniker Pereira e Elder Ferrari interpretaram 15 poemas de autores juazeirenses, proporcionando ao público uma experiência marcada pela sensibilidade e pela identidade cultural da região.
Outro destaque da programação é a biblioteca itinerante da Fundação Pedro Calmon, a BIBEX. No espaço, o público pode ouvir histórias, ler livros e, ao final da visita, levar gratuitamente um exemplar para casa. A ação integra o projeto Leia e Leve, iniciativa que incentiva o acesso à leitura e à formação de novos leitores.
A programação também contou com a participação do jornalista e escritor Luiz Osete na mesa “Trânsitos criativos entre ciência e arte”. Autor do livro Maracujá Interrompida, vencedor do Prêmio Jabuti 2025 na categoria Escritor Estreante – Poesia, do Eixo Inovação. Osete compartilhou sua experiência sobre o diálogo entre pesquisa científica e criação literária.
“É importante receber esse reconhecimento, mas, sobretudo, poder compartilhar com mais pessoas uma produção poética que nasce de relatos reais e realizar esse trânsito entre o real, o drama e a poesia”, afirmou.
Com uma programação que reúne literatura, teatro, música, contação de histórias e ações de incentivo à leitura, o Juá Literária transforma diferentes espaços da cidade em pontos de encontro entre escritores, artistas e leitores. Enquanto a Carreta Literária permanece aberta ao público com contos e lendas, o Cais da Palavra celebra a produção poética local e a Kombi do Zé Livrório percorre os distritos de Juazeiro levando livros, histórias e cultura, fortalecendo o compromisso do município com a formação de uma cidade cada vez mais leitora.
O Festival Juá Literária 2026 segue até o dia 25 de julho, na Orla Nova de Juazeiro, com entrada gratuita. O evento é realizado pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), com apoio da Fundação Pedro Calmon, da Editora IMEPH e da Andelivros, além da produção da Carranca Produções e da Entre Versos e Canções Produções Artísticas.



