
Bivar diz que participará dos palanques de João Campos e Lula.
O cenário político de Pernambuco ganhou mais um capítulo marcado por reviravoltas. O deputado federal Luciano Bivar (MDB), que foi um dos principais aliados de Jair Bolsonaro ao comandar o antigo PSL — partido pelo qual o ex-presidente disputou e venceu as eleições de 2018 — agora passa a integrar a chapa do senador Humberto Costa (PT), como primeiro suplente, reforçando uma aliança com o Partido dos Trabalhadores.
A indicação foi aprovada pelo diretório estadual do PT e será encaminhada para homologação na convenção da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Com isso, Bivar afirma que estará no palanque tanto do prefeito do Recife, João Campos (PSB), quanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral deste ano.
Ao explicar a mudança de posição política, Bivar afirmou ao Diário de Pernambuco que rompeu com Bolsonaro após concluir que o então presidente “tinha planos golpistas”. Segundo ele, essa percepção surgiu ainda no segundo ano do governo Bolsonaro e motivou, inclusive, a publicação do livro Democracia acima de Tudo, lançado em 2024.
A declaração chama atenção porque Bivar foi o responsável por abrir as portas do PSL para a candidatura presidencial de Bolsonaro em 2018, sendo um dos principais articuladores da campanha que levou o ex-presidente ao Palácio do Planalto. A relação, que começou com elogios públicos e uma forte parceria política, terminou em rompimento ainda durante o mandato presidencial, em meio a disputas pelo comando do partido.
Agora, anos depois, o ex-presidente do PSL divide o mesmo projeto político com um dos principais nomes do PT em Pernambuco. Para adversários e analistas, a mudança reforça como alianças e discursos podem mudar rapidamente no ambiente político brasileiro, especialmente em períodos eleitorais.
Em entrevista ao Diário de Pernambuco, Bivar classificou a disputa de 2026 como uma escolha entre “democracia e autoritarismo” e afirmou que a reeleição de Humberto Costa representa, segundo ele, “o que há de melhor no quadro político”.



