
Apontadas como favoritas ao título, as seleções da França e Espanha fazem a primeira semifinal da Copa 2026, no Texas
França e Espanha se enfrentam nesta terça-feira (14) em Arlington, no Texas, em um duelo que se tornou um clássico do futebol europeu nos últimos anos, mas desta vez o prêmio é de valor incalculável: uma vaga na final da Copa do Mundo.
Desde que o sorteio do Mundial e os possíveis caminhos de todas as seleções foram revelados em dezembro, muitos encararam a semifinal entre Espanha e França como uma espécie de final antecipada: os atuais campeões europeus enfrentando os bicampeões mundiais, cada um com uma grande estrela: Kylian Mbappé e Lamine Yamal, frente a frente em um confronto de estilos com o título como único objetivo.
“Não é exagero falar em uma final antecipada”, declarou o técnico da Espanha, Luis de la Fuente, após a vitória sobre a Bélgica nas quartas de final.
De La Fuente demonstrou a confiança característica da ‘Roja’, que às vezes pode beirar a soberba: “Estamos cientes do grande potencial deles, mas também somos a única equipe que os derrotou em duas semifinais”, disse o treinador, referindo-se à Eurocopa de 2024 e à Liga das Nações da Uefa do ano passado.
Embora os dois últimos confrontos tenham terminado com vitória, a Espanha nunca havia vencido a França em jogos oficiais até a Euro de 2012 e, consequentemente, perdeu o único confronto entre as duas equipes em Copas do Mundo.
Foi em 2006, nas oitavas de final, um duelo especialmente lembrado porque um jornal esportivo espanhol estampou a manchete “Vamos aposentar Zidane” antes do jogo, mas a Espanha acabou sendo eliminada.
Mbappé e Dembélé somam 13 gols
Em Arlington, são os ‘Bleus’ que chegam com os principais artilheiros: Kylian Mbappé está empatado com Lionel Messi na disputa pela Chuteira de Ouro (ambos com 8 gols), e Ousmane Dembélé já marcou cinco vezes no torneio.
Ao longo de toda a competição, a equipe de Didier Deschamps, que se despedirá da seleção francesa depois do Mundial, mostrou um grande poder de fogo: 16 gols em seis jogos, marca superada apenas pela Argentina (17).
A Espanha, por sua vez, aposta em uma defesa sólida, tendo sofrido apenas um gol nesta Copa, justamente em sua última partida, contra a Bélgica. Além disso, a ‘Roja’ tem como principal arma seu jogo coletivo e as peças que saem do banco de reservas.
A seleção espanhola vai tentar se defender tirando a bola da França, embora os ‘Bleus’ já tenham demonstrado que não precisam de muita posse para derrubar seus adversários, nem se importam em recuar um pouco para explorar os contra-ataques.
Diante da força ofensiva do adversário, a Espanha espera contar com a “kryptonita” francesa: Lamine Yamal, que está evoluindo jogo a jogo depois de ter chegado à América do Norte em fase de recuperação de lesão.
Há dois anos, Yamal marcou contra a França e se tornou o jogador mais jovem a balançar a rede em uma Euro. Agora, ele quer se tornar o quarto jogador mais jovem a conquistar a Copa do Mundo (completou 19 anos nesta segunda-feira) e, com isso, superar Kylian Mbappé, campeão mundial com 19 anos, 6 meses e 20 dias em 2018.
Dúvida entre Pedri e Fabián Ruiz
A principal dúvida na Espanha é sobre quem será o companheiro de Rodri e Dani Olmo no meio-campo. Pedri começou como titular nos primeiros jogos, mas não foi bem. Contra a Bélgica, deu lugar Fabián Ruiz, que abriu o placar na vitória por 2 a 1.
Com Pedri, a ‘Roja’ garante posse e controle de bola; com Ruiz, ganha uma ameaça ofensiva.
A França fará sua terceira semifinal consecutiva, tornando-se a terceira seleção a alcançar esse feito, depois da Alemanha (1982–1990 e 2002–2014) e do Brasil (1994–2002), e Deschamps pode se tornar o primeiro técnico a chegar a três finais, embora mantenha a modéstia.
“Imagino que seja porque tenho bons jogadores… e porque também devo estar fazendo o meu trabalho”.
Na França, a dúvida é se Deschamps terá à disposição o volante Aurélien Tchouaméni, for a dos dois últimos jogos por lesão, embora Manu Koné tenha cumprido bem a missão de substituí-lo.
E Lamine Yamal sabe bem o que vai acontecer. “Há duas possibilidades: ou eles chegam a três finais de Copa do Mundo consecutivas, ou nós os vencemos três vezes seguidas. Vamos ver. Não temos nenhum medo”.



