
Categoria reivindica piso salarial, adicional de insalubridade e aposentadoria especial
A greve nacional dos trabalhadores da limpeza urbana, conhecida como mobilização dos garis e margaridas, está mantida para a próxima segunda-feira (22) e poderá afetar serviços de coleta de lixo em diversas cidades do país. O movimento tem como principal objetivo pressionar o Senado Federal a colocar em votação o Projeto de Lei 4.146/2020, que regulamenta a profissão e estabelece novos direitos para a categoria.
Em entrevista ao BNews, o presidente do Sindlimp-BA, Luís Carlos Suíca, afirmou que a paralisação será por tempo indeterminado e responsabilizou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela falta de avanço na tramitação do projeto. Segundo o sindicalista, o PL já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e conta com o apoio de 60 senadores que assinaram um pedido de urgência, mas ainda não foi incluído na pauta de votação.
A proposta prevê a regulamentação da profissão dos trabalhadores da limpeza urbana, incluindo garis e margaridas responsáveis pela varrição, coleta e destinação de resíduos sólidos. Entre os principais pontos estão a criação de um piso salarial nacional de R$ 3.036, jornada de 36 horas semanais para atividades de coleta e varrição, adicional de insalubridade de 40% e aposentadoria especial após 25 anos de serviço.
No Vale do São Francisco, a possibilidade de adesão ainda está sendo discutida. Em contato com o Sindilimp Regional Juazeiro, o diretor regional Jamay Damasceno informou que uma reunião marcada para o próximo sábado (20), às 16h, definirá a participação da categoria. Segundo ele, caso a paralisação seja confirmada, os trabalhadores permanecerão concentrados na garagem da empresa na segunda-feira (22), sem iniciar as atividades.
Já em Petrolina, a Secretaria de Serviços Públicos e Defesa Civil (Sespu) informou que o sindicato que representa os trabalhadores da limpeza urbana em Pernambuco não irá aderir ao movimento nacional. Com isso, a expectativa é que os serviços de coleta de lixo no município sejam mantidos normalmente.
Em nota pública, o Sindlimp-BA afirma que milhares de profissionais seguem sem reconhecimento legal e sem garantias mínimas para o exercício de uma atividade considerada essencial à saúde pública. A entidade defende que a aprovação do PL dos Garis e Margaridas representa um avanço histórico na valorização da categoria e nas condições de trabalho dos profissionais da limpeza urbana.



