Incidente em Congonhas: Aeronaves da Gol e Azul ficam a 22 metros de distância

Uma falha na separação mínima de segurança entre duas aeronaves mobilizou as autoridades aeronáuticas no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na manhã de ontem (30/04). Um Boeing 737-800 da Gol e um Embraer E195-E2 da Azul estiveram a apenas 22 metros de distância vertical durante operações simultâneas na pista principal.

Dinâmica do Incidente
O episódio ocorreu durante uma manobra de pouso e decolagem coordenada pela torre de controle. O voo G3 1629, vindo de Salvador, encontrava-se em aproximação final para o pouso quando a aeronave da Azul recebeu autorização para alinhar e iniciar a decolagem.

De acordo com registros de áudio da torre de controle, o risco de colisão se intensificou devido a um atraso na resposta da aeronave da Azul:

Atraso na Decolagem: O Embraer da Azul demorou a iniciar a corrida de pista, reduzindo a janela de segurança em relação ao avião da Gol que vinha atrás.
Falha de Comunicação: Ao identificar o risco, a torre ordenou o cancelamento da decolagem da Azul. No entanto, não houve resposta imediata, obrigando os controladores a repetir a instrução diversas vezes.
Manobra de Evasão: Simultaneamente, o piloto da Gol foi instruído a interromper o pouso (arremeter), desviando a trajetória para ganhar altitude rapidamente.

Tecnologia e Segurança
A colisão foi evitada com o auxílio do TCAS (Traffic Alert and Collision Avoidance System). O sistema de alerta a bordo das aeronaves monitora o tráfego vizinho e fornece instruções automáticas de subida ou descida aos pilotos em caso de proximidade excessiva, atuando como uma última barreira de defesa.

Investigação
O Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) e investigadores da FAB (Força Aérea Brasileira) já iniciaram a apuração do caso.

“Em ação inicial, os profissionais coletarão dados, preservarão elementos e verificarão eventuais danos para o levantamento das informações necessárias à investigação”, informou o Decea em nota oficial.

O processo investigativo deverá focar na cronologia das autorizações dadas pela torre e na possível falha de comunicação que retardou a resposta dos tripulantes.

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