
Ré pela morte do filho, Henry Borel, teve prisão preventiva restabelecida pelo ministro Gilmar Mendes. Professora se apresentou na 34ª DP; julgamento está previsto para maio.
Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e ré por homicídio triplamente qualificado, entregou-se às autoridades na manhã desta segunda-feira (20). A professora apresentou-se na 34ª DP (Bangu) após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar seu retorno imediato ao sistema prisional.
A ordem de prisão foi expedida na última sexta-feira (17). No sábado (18), a defesa de Monique tentou reverter a medida, mas o ministro Gilmar Mendes rejeitou o recurso, mantendo a necessidade da prisão preventiva. Monique deixou a delegacia em Bangu e foi transferida para o Presídio de Benfica, porta de entrada do sistema penitenciário fluminense.
Em nota, os advogados de Monique afirmaram que ela se apresentou voluntariamente assim que tomou ciência do mandado. A defesa reitera a tese de que Monique não teve participação direta na morte do filho e sustenta que ela vivia um relacionamento abusivo, sendo também vítima das manipulações de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.
Relembre o Caso
Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021.
A Causa: Laudos periciais apontaram hemorragia interna e laceração hepática causada por ação violenta.
A Versão dos Réus: O casal alegou que o menino teria caído da cama, hipótese descartada pela perícia técnica.
A Acusação: O Ministério Público afirma que Jairinho agrediu a criança, enquanto Monique foi omissa, permitindo a continuidade das agressões.
Julgamento Remarcado
O júri popular do caso sofreu um revés em março, após a defesa de Jairinho abandonar a sessão, o que forçou a suspensão dos trabalhos.
A juíza Elizabeth Machado Louro reagendou o julgamento para o dia 25 de maio. Na ocasião da suspensão, a magistrada havia concedido liberdade a Monique, decisão agora anulada pela instância superior (STF), que considerou os riscos ao processo e a gravidade do crime.
Contexto: Jairinho e Monique foram presos inicialmente em abril de 2021. Desde então, o processo tem sido marcado por uma série de recursos, idas e vindas de Monique ao cárcere e manobras jurídicas que adiaram o desfecho do caso.



