
Prefeitos de diversas cidades pernambucanas deram um passo importante em direção ao controle dos gastos públicos com festas e eventos. Durante assembleia realizada nesta terça-feira (17) pela Associação Municipalista de Pernambuco, os gestores decidiram estabelecer um teto de R$ 350 mil para o pagamento de cachês artísticos em eventos promovidos pelas prefeituras, como Carnaval, São João e demais festividades tradicionais.
A medida surge em meio a um cenário de crescente debate sobre a responsabilidade fiscal dos municípios, especialmente em períodos de grandes festas populares, quando os investimentos costumam atingir cifras elevadas. A proposta tem como objetivo equilibrar a valorização da cultura e do entretenimento com a necessidade de manter as contas públicas em ordem.
De acordo com informações divulgadas pelo Jornal do Comércio, a decisão foi construída de forma conjunta entre os prefeitos e busca evitar excessos, além de promover maior transparência na aplicação dos recursos públicos. A iniciativa também pretende estimular a contratação de artistas locais e regionais, fortalecendo a economia criativa dentro do próprio estado.
Apesar do consenso entre os gestores, a definição do teto não impede que eventos continuem sendo realizados com qualidade e grande participação popular. A expectativa é que as programações sejam planejadas com mais responsabilidade, priorizando diversidade cultural e sustentabilidade financeira.
A decisão da Amupe deve repercutir diretamente na organização dos próximos ciclos festivos, incluindo o São João — uma das principais manifestações culturais do Nordeste — e pode servir de modelo para outros estados que enfrentam desafios semelhantes na gestão de recursos públicos.



